Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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CURVA DE EMBEBIÇÃO DE DIFERENTES GENÓTIPOS DE ARROZ
Carla Aparecida Ascoli

Última alteração: 15-10-18

Resumo


Em espécies vegetais a hidratação das sementes depende de fatores como a composição química, permeabilidade do tegumento, espécie, disponibilidade de água, área de contato, temperatura, tamanho e forma dos poros e da quantidade de cera na epiderme das mesmas.  Sabe-se que teores de água entre 20 a 30% são considerados mínimos para atividades enzimáticas, reestruturação do sistema de membranas, síntese protéica e reativação dos ácidos nucléicos durante o processo de germinação. As sementes ao atingirem o teor de água entre 30 e 40% apresentam síntese de proteínas e ácidos nucléicos, associada à ativação de mecanismos de reparo de membranas e DNA e quando atingem teor de água superior a 41% ocorre a finalização do processo de germinação. Objetivou-se estabelecer a curva de embebição para 3 cultivares de arroz: ANa 8001, ANa 9005 e ANa 9027. Para tanto, o grau de umidade inicial foi determinado pelo método de estufa 105 ± 3ºC por 24 horas e 12 subamostras de cinco gramas para cada variedade, conforme Brasil (2009). A metodologia para estabelecer a curva de hidratação consistiu em 12 amostras de 100 sementes por variedade, colocada em papel umedecido e mantida a 25 ºC. A cada 2 horas, durante 12 horas, e posteriormente a cada 12 horas até se observar o inicio da emergência da radícula, as amostras foram pesadas e sementes escolhidas aleatoriamente foram fotografadas. A porcentagem de umidade foi calculada em base úmida. A umidade inicial não variou consideravelmente entre as 3 cultivares. Observou-se um rápido ganho de umidade nas 12 primeiras horas, por volta de 15% para as 3 variedades e diminuindo para 6% nas 12 horas seguintes, a absorção de água pelas sementes segue o padrão trifásico, onde na primeira fase a absorção ocorre de forma rápida, devido à diferença de potencial hídrico entre a semente e o substrato. A redução drástica na velocidade de absorção de água é caracterizada como fase II que é marcada pela reativação do metabolismo, com aumento da difusão de solutos para regiões de marcante metabolismo, região embrionária. Após 48 horas para as variedades ANa 8001 e ANa 9005 e após 60 horas para a variedade ANa 9027, observa-se o início da ruptura da casca (Pálea e Lema) e desenvolvimento da radícula, o que definiu o início da fase III, alcançada apenas por sementes vivas e não dormentes. Após o transcurso de 60 horas a radícula das três variedades já se encontram visíveis e após esse período ocorreu o surgimento da parte aérea, sendo a variação de peso não mais considerada como ganho de umidade devido ao desenvolvimento visível das plântulas. Conclui-se que as sementes de arroz das 3 cultivares avaliadas apresentam padrão trifásico de absorção de água, com as três fases fisiológicas semelhantes, com início da fase II próximo às 24 horas de embebição,  estendendo-se até as 60 horas, com o inicio  da fase III do processo de embebição.

Palavras chave: Oryza sativa, água, fisiologia da germinação.