Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Auto formação, juventude, arte: provocações para um ambiente escolar
CAMILA PINHO

Última alteração: 20-10-18

Resumo


Autonomia, arte e diversidade tem sido conceitos chaves que aparecem nos planos de Ensino e documentos pedagógicos com certa resistência o que dificulta o avanço de ações práticas em sala de aula. A partir de modelos hegemônicos analisa-se a instituição escolar enquanto um espaço de recorrências e entraves da relação humana que encontra-se em embate constante. A urgência por um modelo educacional que rompa com perspectivas cristalizadas e eduque para a alteridade e relação com o diverso manifesta-se nas insurgências dentro do ambiente escolar. O objetivo da presente pesquisa de mestrado em fase inicial é perseguir a dimensão estética do teatro a partir dos aspectos de autogestão e auto formação frente a um educar para a sensibilidade. Como os jovens se organizam em pares e recriam-se subjetivamente no espaço potente da arte teatral? Qual a relação que se cria com o corpo e com a contraposição a um sistema social adoecedor? Optou-se pela metodologia de pesquisa autobiográfica que é tomada como um campo de reflexão da experiência vivida. Busca-se evidenciar que é possível a ampliação de espaços que potencializam o ato de educar por meio do diálogo com a experiência e com a diversidade. O debruçar-se sobre auto formação requer uma compreensão dos caminhos adotados para uma discussão que leve a outras potencialidades de ser com base em uma visão de mundo que rompa com o eurocentrismo e entenda a capacidade de um indivíduo organizar-se coletivamente. A partir da pesquisa bibliográfica recorre-se a um diálogo com autores do campo da Antropologia Teatral como um enfoque de provocações pertinentes não apenas para se trabalhar arte na escola, mas compreender uma visão de mundo que abarque a autonomia criativa do ser. Conclui-se, ainda que parcialmente, que a arte é uma vertente da comunicação da juventude e pode ser vista enquanto potencial de criação e autogestão no espaço educacional.


Palavras-chave


Auto formação. Juventude. Arte. Educação.