Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

Tamanho da fonte: 
A PERCEPÇÃO DE PROCESSOS BIOQUÍMICOS DE PANIFICAÇÃO: APRENDIZAGEM DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO NO CONTEXTO INCLUSIVO
GOMES Marinalva Gomes, Senhora Marinalva Gomes, Senhora Edna Hardoim

Última alteração: 05-10-18

Resumo


Resumo: O desenvolvimento desse do trabalho aqui apresentado consistiu em um pré-requisito do Mestrado Profissional do Programa de Pós Graduação em Ensino de Ciências Naturais – PPGECN da Universidade Federal do Estado de Mato Grosso – UFMT. Pesquisas e estudos sobre a aprendizagem escolar representam um campo importante a ser investigado em razão das crescentes transformações e dos desafios encontrados para alocar a educação como prática social. Essa investigação objetiva discutir ações pedagógicas voltadas à prática educativa inclusiva atrativa e diferenciada no ambiente escolar para o atendimento de educandos do Ensino Médio a fim de facilitar o ensino de conceitos inerentes à Biologia. Foram avaliados os níveis cognitivos com a aplicação da Taxonomia de Bloom Modificada, uma forma de avaliar o alcance dos objetivos propostos pela pesquisa, oferecendo melhores condições de aprendizagem a partir da proposta de metodologia de projetos colaborativo em que o aprendiz faz parte da instrução educativa como um ser ativo e protagonista da sua própria aprendizagem na solução de problemas. A pesquisa foi realizada em 2017 – 2018, de cunho qualitativo e delineamento a partir da técnica da observação participante, o instrumento utilizado foi o caderno de campo para escrever todas as informações que não fazem parte diretamente do material formal de entrevista nas diversas modalidades. Para tratamento dos dados utilizou-se análise de conteúdo na modalidade Análise Temática que consiste nas etapas de Pré-análise, Exploração do Material e Tratamento dos Resultados/Inferência/Interpretação. Como resultado desse estudo foi construída uma Sequência Didática, em etapas distintas. Este produto educacional decorrente do trabalho pesquisado têm a finalidade de servir de suporte didático para outros educadores que almejem trabalhar o tema “práticas de fermentação” no contexto inclusivo em sala de aula. Para finalizar, é radiante saber que é possível trabalhar numa turma diversa, no contexto inclusivo, e atender a todos de forma equânime; onde se observa a satisfação do grupo pesquisado pela metodologia ativa adotada através de elogios e demonstração de interesse dos educandos em todo desenvolvimento do trabalho, uma forma de alcançar a todos mesmo aqueles que apresentavam maiores desafios de aprendizagem, eles estiveram em todo tempo participativos e motivados a desenvolver cada etapa do trabalho, uma vez que o tema abordado faz parte da vida diária dos estudantes.


Palavras-chave


Aprendizagem inclusiva; Processos Bioquímicos; Panificação; Taxonomia de Bloom; Prática Educativa.

Referências


  1. REFERÊNCIAS

 

ASIMOV, Isaac. O Universo da Ciência: A molécula, As Proteínas, A Célula, Os Microrganismos.  Editorial Presença, LDA. v.3.  Lisboa, 1984. 279p.

 

BACHELARD, Gastron. A espistemologia. Lisboa: Edições 70, 2000.

 

BEHRENS, Marilda Aparecida. O Paradigma Emergente e a Prática Pedagógica. Petrópolis, RJ: 6. Ed. Vozes, 2013. 117p.

BERBEL, Neusi aparecida Navas. Metodologia da Problematização: Fundamentos e Aplicações. Londrina: Ed. UEL, 1999. 198p.

 

BERBEL, Neusi Aparecida Navas. As Metodologias Ativas e a promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v.32, n.1, p.25-40, jan./jun. 2011.

 

BLOMM, Benjamin, S.; KRATHWOHL, David, R.; MASIA, Bertram. B. Taxionomia de objetivos educacionais: Domínio afetivo. Porto Alegre. Ed. Globo e UFRS, 1972, 204p. Disponível em < https://pt.scribd.com/document/329672444/Livro-Taxonomia-de-Objetivos-Educacionais-dominio-afetivo>. Acesso em 23 de março de 2018.

 

BORGES, Tiago Silva; ALENCAR, Gidélia. Metodologias Ativas na Promoção da Formação Crítica do Estudante: O Uso das Metodologias Ativas como Recurso Didático na Formação Crítica do Estudante do Ensino Superior. Cairu em Revista. Jul/Ago 2014, Ano 03, n° 04, p. 1 19-143.

 

BEHRENS, Marilda Aparecida; JOSÉ, Eliana Mara Age. Aprendizagem por Contratos Didáticos. Revista Diálogo Educacional – v. 2. n.3 – p.77-96 – jan./jun. 2001.

 

BRANDÃO, Silvana Soares; LIRA, Hércules de Lucena. Tecnologia de Panificação e Confeitaria. Recife: EDUFRPE, 2011. 148p.

 

BRASIL, Ministério da Educação. Censo Escolar 2016: Notas Estatísticas. Brasília – DF, 2017. Disponível em < http://portal.mec.gov.br/docman/fevereiro-2017-pdf/59931-app-censo-escolar-da-educacao-basica-2016-pdf-1/file>. Acesso em 23 de abril de 2018.

 

BRASIL, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – SECADI. Orientações para Implementação da Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. 2015. Disponível em < http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=17237-secadi-documento-subsidiario-2015&Itemid=30192> Acesso em 23 de abril de 2018.

 

BRASIL. Ministério da Educação Programa Nacional de Educação do Campo. Documento Orientador. Brasília, 2013. Acesso em 10/10/2017 disponível em<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=13214-documento-orientador-do-pronacampo-pdf&Itemid=30192.

 

BRASIL. Resolução nº 2, de 11 de setembro de 2001- Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf>. Acesso em 10 de setembro de 2017.

 

BRASIL. Resolução – RDC nº 90, de 17 de outubro de 2000. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/anvisalegis/resol/12_78_pao.htm. Acesso em 25 de setembro de 2018.

 

FERRAZ, Ana Paula do Carmo Marcheti.; BELHOT, Renato Vairo. Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das adequações do instrumento para definição de objetivos instrucionais. Gest. Prod., São Carlos, v. 17, n. 2, p. 421-431, 2010. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/gp/v17n2/a15v17n2.pdf>. Acesso em 12 de setembro de 2017.

 

FERREIRA, Alberto. A Educação Inclusiva na Universidade.Revista Eletrônica de Investigação e Desenvolvimento – REID. Universidade Católica  de Moçambique. ISSN: 2310-0036. Vol. 1 | Nº. 6 | Ano 2016. http://reid.ucm.ac.mz/. Acesso em 16 de setembro de 2017, disponível em < reid.ucm.ac.mz/index.php/reid/article/download/110/99> .

FONSECA, Dirce Mendes. A pedagogia científica de Bachelard: uma reflexão a favor da qualidade da prática e da pesquisa docente. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.34, n.2, p. 361-370, maio/ago. 2008.

 

Google. Imagem. Disponível em: <https://www.google.com.br/search?q=imagem+hierarquia+da+taxonomia+de+bloom&client=firefox-b&dcr=0&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjNgfyGiYraAhXEDZAKHUOyAvYQ_AUICigB&biw=1366&bih=654> . Acesso em 26 de março de 2018.

 

GONDIN, M.S.C. A Inter-relação entre saberes científicos e saberes populares na escola: uma proposta interdisciplinar baseada em saberes das artesãs do Triângulo Mineiro. 2007. 174f. Dissertação (Mestrado Profissionalizante em Ensino de Ciências) – Programa de Pós Graduação em Ensino de Ciências, Universidade de Brasília, Brasíllia, 2007.

 

CHASSOT, Ático. Fazendo Educação em Ciências em um Curso de Pedagogia com Inclusão de Saberes Populares no Currículo. Química Nova na Escola, São Paulo, n.27, p.9-12, fev. 2008a.

 

 

CHIZZOTTI, Antônio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. 8º ed. São Paulo: Cortez, 2006. v.16.

 

HANS, Hans. G. Furth ; WACHS, Harry. Piaget na Prática Escolar: A criatividade no Currículo Integral. Tradução de Nair Lacerda. São Paulo: IBRASA, 1979. 339p.

 

HARDOIM, Edna. Lopes. et al. Biologia no Cotidiano Doméstico abordagens voltadas à educação básica. Cuiabá, MT: Carlini & Caniato, 2010.

 

HARDOIM, Edna Lopes; MIYAZAKI, Rosina Djunko. Diversidade e Classificação dos Seres Vivos. I características gerais dos microrganismos. Fascículo. UAB/UFMT, 2010.

 

HARDOIM, Edna Lopes; GOMES, Giselly Rodrigues das Neves S; MANSILLA, Débora E. Pedrotti; HARDOIM, Tatiana Fernanda L. Diversidade e Educação Inclusiva no Contexto das Ciências Naturais: (RE) Pensando o Ensino de Ciências Naturais à Luz da Educação Inclusiva. UFMT: Cuiabá, 2017.

 

HONORATO DE JESUS, Jociel et al. PADARIA COMO INSTRUMENTO MOTIVADOR PARA O ENSINO DA QUÍMICA ORGÂNICA.. Revista Científica FAEMA, [S.l.], v. 7, n. 1, p. 178-188, jul. 2016. ISSN 2179-4200. Disponível em: <http://www.faema.edu.br/revistas/index.php/Revista-FAEMA/article/view/359>. Acesso em: 12 abr. 2018.

 

KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. 5. ed. São Paulo: Editora Perspectiva S.A, 1996.

 

LOPES, Sônia. Investigar e Conhecer: Ciências da Natureza. 7º ano. 1.ed. São Paulo: Saraiva, 2015. 480p.

 

MACHADO, Adriana Marcondes; NETO, Alfredo José da Veiga; NEVES, Marisa Maria Brito da Justa; SILVA, Marcos Vinícius de Oliveira; PRIETO, Rosângela Gavioli; RANÑA, Vagner, ABENHAIM, Evanir. Psicologia e Direitos Humanos: Educação Inclusiva, direitos humanos na escola. São Paulo: Casa do Psicólogo: Brasília, DF: Conselho Federal de Psicologia, 2005. 163p.

 

MANUEL, Moran José; MASSETO MARCOS, T.; APARECIDA, Behrens Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus, 2007.

MINAYO, Maria Cecília de Souza; DESLANDES, Suely Ferreira; GOMES, Romeu. 30.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

 

MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: As Abordagens do Processo. São Paulo: EPU, 2014. 121p.

MOREIRA, Marco Antônio.; OSTERMANN, Fernanda. Teorias Construtivistas. Porto Alegre: Instituto de Física – UFRGS, 1999. 62p.

 

MONTEIRO, Iguatinan. Gischewski.; TEIXEIRA, Kátia, Regina de Melo.; PORTO, Roberta, Guasti. Os Níveis Cognitivos Da Taxonomia de Bloom: Existe Necessariamente uma Subordinação Hierárquica Entre Eles?. Rio de Janeiro 22 a 26 de setembro de 2012. Disponível em <http://www.anpad.org.br/admin/pdf/2012_EPQ1887.pdf> Acesso em 26 de março de 2018.

 

OSÓRIO, Tereza Costa, Ser Protagonista: Biologia, 2º ano Ensino Médio. SM. 2.ed. São Paulo, 2013. p.320.

 

PACHECO, JOSÉ; EGGERTSDÓTTIR, ROSA; MARINÓSSON, GRETAR L. Caminhos para Inclusão: Um guia para o aprimoramento escolar. Porto Alegre: Artmed, 2007. 232p.

 

REINHART, Peter (2001) The Bread Baker’s Apprentice: Mastering the Art of Extraodinary Bread. Berkeley, EUA: Tem Speed Press.

 

SÁ, Elizabet Dias de; CAMPOS, Izilda Maria de; SILVA, Myriam Beatriz Campolina. Atendimento Educacional Especializado. Deficiência Visual. SEESP/SEED/MEC Brasília/ DF, 2007.

 

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL- SENAC – FIEPE. Treinamento e Desenvolvimento Básico de Panificação. Recife: Senac, 1998.

 

SCHWARTZ, M; SCHWARTZ, C.G. Problems in Participant Observation. American Journal of Sociology, 60 (Jan.), pp. 343-355, 1955.

 

SILVA, Vailton. Afonso. Questões do ENEM nos Livros Didáticos de Física recomendados pelo PNLD em 2012. Belo Horizonte. 2013. Dissertação de Mestrado. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Programa de Pós-Graduação em Ciências e Matemática. Disponível em http://www.biblioteca.pucminas.br/teses/EnCiMat_SilvaVA_1.pdf.pdf. Acesso em 26 de março de 2018.

 

UNESCO. Orientações para a inclusão: Garantindo o  Acesso  à  Educação

para Todos, 2005.

 

WIKIPÉDIA. Taxonomia. 2018. Disponível em:< http://pt.wikipédia.org/wiki/Taxonomia#cite_note-Judd-2>. Acesso em 13 de março de 2018.

(2016, 2013, 2005, 2001)  

WILSON, Leslie. Owen. The Second Principle. Anderson and Krathwohl – Bloom’s Taxonomy Revised. Ed. D. Disponível em < URL: http://thesecondprinciple.com/teaching-essentials/beyond-bloom-cognitive-taxonomy-revised/>. Acesso em 26 de março de 2018.

 

 

 

 

 

ZABALA, Antoni. A Prática Educativa: Como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998. 224p.