Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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STRUTURAL DO GRUPO CUIABÁ NA REGIÃO DE POCONÉ-CANGAS, FAIXA PARAGUAI:IMPLICAÇÕES TECTÔNICAS E SEDIMENTARES
César Augusto Rodrigues Fonseca, Amarildo Salina Ruiz

Última alteração: 26-10-18

Resumo


O Grupo Cuiabá encontra-se inserida na Faixa Paraguai, desenvolvida durante o Ciclo Brasiliano-Pan-Africano que resultou na aglutinação do Gondwana. Na região de estudo as rochas do Grupo Cuiabá, exibem um arranjo lito-estrututural complexo e distinto no contexto tectônico da Faixa Paraguai, em seu setor central, desta forma o presente trabalho, com base em resultados estruturais, petrográficos e estratigráficos, busca contribuir para o entendimento da evolução tectônica-sedimentar e metamórfica do Grupo Cuiabá, no contexto da evolução crustal da Faixa Paraguai. As rochas que afloram na região podem se distinguir em três associação litológicas, a primeira ocorre preferencialmente na porção nordeste da área de estudo, constituída por filitos, avermelhado e amarelo-avermelhado, sempre que está alterada, possui granulação muito fina, podendo apresentar camadas psamitica. A segunda associação, é constituída por filito muito fino e metarenito variando de grosso a fino, de cor cinza chumbo a preta, característico dessa sequência grafitosa, Terceira associação abrange uma sequência de metarenito intercalado com filito sericítico, ambos de cor cinza clara. Essas rochas encontram-se complexamente deformadas e metamorfizadas na fácies xisto-verde, zona da clorita e localmente zona da biotita. Por se tratar de rochas de complexo entendimento geológico, são descritas duas fases coaxiais, sendo a primeira fase (D1) a de maior expressão, formando dobras inicialmente abertas na zona externa, passando a dobras fechadas, inversas e isoclinais no extremo leste da zona interna. A área estudada apresenta rochas metassedimentares com no mínimo duas grandes fases de deformações dúctil, o que dificulta a compreensão da estratigrafia e consequentemente de sua evolução geológica. Ao longo da região de Poconé-Cangas, a primeira fase de deformação (Dn) destaca-se por sua maior evidência, metamorfismo regional na fácies xistos verdes e consequentemente geração de dobras recumbentes, apertadas a isoclinais e clivagens ardosianas plano axial. A segunda fase de deformação Dn+1 é de maior complexidade da área, apresenta duas estruturas distintas relacionadas a esse evento, a primeira são dobras de escala regional, normais e abertas, definidas pelos planos de Sn dobrado, paralelo aos planos do S0 transposto, com a foliação Sn+1 na posição plano-axial, representada por uma clivagem de crenulação suave. A segunda estrutura marca uma descontinuidade no seguimento estratigráfico, onde é possível observar uma sequência de frente de cavalgamento entre as unidades basais (primeira e segunda associação litológica) e a unidade superior (terceira associação litológica), marcando uma passagem abrupta entre essas unidades. O reconhecimento das diferentes partes da história geológica regional depende de levantamentos geológicos estruturais, petrográficos, metamórficos, litogeoquímicos, geocronológicos e mapeamento geológico. Portanto o presente trabalho busca preencher um pouco desta lacuna no que se refere a dados metamórficos e lito-estruturais da região.

Palavras-chave


Grupo Cuiabá, estrutural, deformação, metamorfismo.