Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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PERDAS DE NITROGÊNIO E PRODUTIVIDADE DO MILHO 2ª SAFRA NA APLICAÇÃO DE UREIA DE LIBERAÇÃO LENTA E UREIA COMUM
Fabiano Bernardo Matos, Anderson Lange, Willian Buratto, Luiz Carlos Maurina, alex Cortezia, Donicleiton Alves Ferreira, Beatriz Lima Aguiar, Emanoel Danrlei Pandolfo

Última alteração: 15-10-18

Resumo


Entre os elementos exigidos na cultura do milho, o nitrogênio (N) é o nutriente que proporciona os maiores efeitos nos componentes de produtividade. Porém as fontes de nitrogênio amoniacal ficam sujeitas a perdas por volatilização, principalmente no predomínio de altas temperaturas, pela umidade do solo no momento da aplicação do fertilizante, pelo tipo de solo, pela fonte de N empregada e pelo manejo do adubo nitrogenado. O processo de perda por volatilização consiste na passagem da amônia presente no solo para a atmosfera, podendo chegar a 80 % em situações mais extremas. Objetivou-se avaliar a produtividade de milho e as perdas de N por volatilização quando aplicado em cobertura, sob duas fontes de N em solo argiloso no norte de Mato Grosso. O experimento foi realizado em condições de campo, em propriedade rural, no município de de Sinop - MT. A análise de solo na camada superficial de 0 - 20 cm, apresentou os valores de Argila = 40%; Silte = 8% e Areia 52%. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados com 7 tratamentos e 5 repetições, sendo: 2 tratamentos de ureia incorporada (123 e 205 kg ha-1 de ureia de liberação lenta), 4 tratamentos de ureia em cobertura (123 e 205 kg ha-1 de ureia de liberação lenta; 110 e 182 kg ha-1 de ureia comum) e o tratamento controle. Foram avaliados a produtividade em todos tratamentos e a avaliação de volatilização foi feita apenas nos tratamentos que receberam o N em cobertura, sendo realizadas coletas de N volatilizado aos 2, 4, 6 e 10 dias após a aplicação. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F e comparação de médias pelo teste de Scott Knott a 5% de probabilidade. Os resultados encontrados mostraram que a aplicação de N influenciou a produtividade do milho, aumentando em 22% na maior dose de ureia comum e 17% na maior dose de ureia de liberação lenta. Comparando a perda por volatilização nas fontes de N de liberação lenta, é possível afirmar que a aplicação de altas quantidades não influenciou em maiores perdas, mantendo média de 10,5% total de N volatilizado em 10 dias de aplicação, indicando o melhor desempenho da areia de liberação lenta no milho. Já a ureia comum, teve perda de 28,94% na aplicação da maior dose (22,24 kg ha-1 de N) e de 27,15% (14,33 kg ha-1 de N) de perda na menor dose. Nas condições deste estudo, as fontes de N apresentaram diferença na produtividade do milho e a aplicação de N de liberação lenta reduz as perdas de nitrogênio por volatilização em 14,48 kg ha-1 de N quando comparado a 182 kg ha-1 de ureia comum sob cultivo de milho em solo argiloso.


Palavras-chave


Volatilização de nitrogênio, fontes de nitrogênio, milho safrinha