Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Desenvolvimento e caracterização de nanopartículas carreadoras de fungicida do grupo químico das estrobirulina no controle in vitro de Colletotrichum lagenarium
Anderson Barzotto, Stela Regina Ferrarini, Solange Maria Bonaldo

Última alteração: 15-10-18

Resumo


Antracnose é uma doença causada por fungos do gênero Colletotrichum, que causam lesões em toda parte aérea da planta, como  folhas,  legumes e  frutos. O método de controle da doença mais utilizado é o químico, só que há crescentes relatos da redução da eficiência de muitas moléculas. Foram desenvolvidas duas nanoestruturas contendo  fungicida, para avaliar a atividade antifúngica delas em comparação ao fungicida não encapsulado, no controle in vitro de Colletotrichum lagenarium. As nanopartículas (NNE e NNLP) foram caracterizadas quanto ao  pH,  diâmetro de esfera equivalente (D4-3), distribuição do tamanho de partícula (Span), diâmetro médio das nanopartículas (Z-Average), índice de polidispersão (PDI) e quanto ao  potencial zeta. Na avaliação da atividade antifúngica foi utilizado o método de crescimento radial in vitro, avaliando-se as nanoestruturas contendo fungicida nas concentrações de 100-1ppm, nanoestruturas sem fungicida nas concentrações de 100-1ppm, fungicida não encapsulado na concentração de 100ppm e  testemunha, água destilada estéril. Os tratamentos foram espalhados superficialmente em placas contendo meio de cultura BDA (Batata-Déxtrose-Ágar). Após uma hora, discos de micélios do patógeno (7 mm de diâmetro), foram transferidos para o centro das placas que foram vedadas e incubadas em BOD a 25°C/escuro. Em leituras diárias avaliou-se o crescimento micelial (CM), porcentagem de inibição de crescimento (PIC) e esporulação do patógeno frente aos tratamentos. Ambas estruturas desenvolvidas apresentaram tamanho nanométrico e com perfil unimodal de distribuição do tamanho das partículas, com D4-3 de 0,202 e 0,149 µm, span de 1,441 e 1,267, Z-Average de 0,169 e 0,121 µm, PDI de 0,058 e 0,157, potencial Zeta de -8,39 e -14,3 mV e pH de 5,31 e 7,29 para as nanoestruturas NNE e NNLP, respectivamente. Quanto ao crescimento micelial as concentrações de 10ppm e de 1ppm das nanoestruturas NNE e NNLP não diferiram estatisticamente do fungicida livre, porém a concentração de 100ppm apresentou controle superior ao fungicida não encapsulado. A maior porcentagem de inibição (PIC) foi observada com as nanoestruturas NNE e NNLP na concentração de 100ppm, 61,2%. Na concentração de 1ppm o controle foi de até 40% porém, não diferindo do fungicida não encapsulado. As nanoestruturas sem fungicida diferiram estatisticamente da testemunha, estimulando o crescimento do fitopatógeno, em todas concentrações testadas. Não houve diferença estatística entre os tratamentos avaliados na esporulação do fitopatógeno.Deste modo conclui-se que é possível utilizar nanopartículas como carreadoras de moléculas fungicidas e que a nanoencapsulação destas promove maior eficiência no controle in vitro de C. lagenarium.

Palavras-chave


Nanoencapsulação; Nanotecnologia; Controle