Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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POR QUE ATÉ A PROFESSORA ODEIA O CHRIS? – UMA ANÁLISE DA REPRESENTAÇÃO DA PROFESSORA E DO SEU RACISMO METAFÓRICO NA SÉRIE EVERYBODY HATES CHRIS
Bruna Loreny de Oliveira

Última alteração: 20-10-18

Resumo


Essa pesquisa, visa analisar a série Everybody Hates Chris, e a sua relação com o ser negro, que foi construída ao longo da história sociocultural e com importantes representações no cinema que contribuíram para a imagem social que o negro tem hoje. Especificamente na série analisada, que traz representações de personagens estereotipados, relacionando os negros a criminalidade, pobreza, promiscuidade entre outros adjetivos negativos, podemos analisar também a relação de um aluno negro em uma escola com alunos brancos e sua relação com uma professora que o associa a diversas características, numa forma simbólica de racismo. Para essa pesquisa, usaremos como embasamento, o próprio contexto histórico em que se passa a trama que é os anos 80, as contribuições dos estudos culturais e a importância de se estudar mídias na medida em que através delas podemos aprender e naturalizar discursos, a mídia sendo pedagogizante como define Kellner (2001), o conceito de educação com Brandão (1981) que nos alerta sobre as diversas formas de se aprender na qual a escola não é a única responsável pela aprendizagem, devemos considerar também que a serie aqui analisada é muito popular no Brasil, sendo exibida na TV aberta, a qual focaremos nas duas primeiras temporadas e nos conceitos de representação e estereotipação de Stuart Hall (2016.)


Palavras-chave


Representação, Educação; Estudos Culturais.

Referências


REFERÊNCIAS

 

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REFERÊNCIAS FILMICAS

 

Everybody Hates Chris, 2005 a 2009. Direção de Andrew Orenstein