Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Fertilizantes organominerais nitrogenados no desenvolvimento vegetativo do arroz de terras altas
Marcos Vinicius Chapla, Fabiano André Petter, Marina Moura Morales, Ciro Augusto de Souza Magalhães, Bruno Dalpiaz Haga, Isabela Volpi Furtini

Última alteração: 15-10-18

Resumo


Os adubos nitrogenados convencionais sofrem perdas expressivas de N devido à lixiviação e volatilização. Fontes nitrogenadas com tecnologia agregada podem minimizar as perdas, aumentando a eficiência da adubação e diminuindo os riscos de poluição ambiental. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de fertilizantes organominerais a base de ureia no desenvolvimento vegetativo do arroz de terras altas. O experimento foi realizado em casa de vegetação na Embrapa Agrossilvipastoril. O delineamento estatístico foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 5x5x2, sendo: cinco fertilizantes, sendo quatro com diferentes proporções ureia:biochar (5:1 ativado; 5:1 ativado com ácido; 10:1 ativado; 10:1 não ativado) e ureia, cinco doses (0; 125; 250; 500 e 1000 mg dm-3) e dois solos (50 e 13% de argila), com três repetições. Cada parcela experimental foi constituída por um vaso com 7 dm3 de solo e três plantas, utilizando-se a cultivar BRS Esmeralda. Na semeadura foram aplicados 8,5 gramas por vaso de MAP e 1,1 gramas por vaso de K2SO4, diluidos em 300 ml de água, com fornecimento equivalente a 133 mg dm-3 de N, em todas as parcelas. Os fertilizantes foram aplicados aos 30 dias após a emergência. Foram avaliados a altura de plantas e massa seca da parte aérea (MSPA). Para altura, houve interação significativa entre solos, fontes de N e doses. No solo com 13% de argila, o fertilizante 10:1 ativado resultou em decréscimo linear com o aumento das doses, sendo a altura média na dose 0 mg dm-3 de 94 cm e na dose 1000 de 77 cm. Os demais fertilizantes, nas diferentes doses, não diferiram para altura, com média  de 95 cm. No solo com 50% de argila, não houve diferença significativa entre os fertilizantes, somente entre doses, onde as maiores alturas ocorreram nas doses 0 e 125 mg dm-3 (97 cm). Para MSPA,  houve diferença significativa somente entre as doses, com ajuste quadrático, em que a produção máxima estimada foi 25,7 gramas por planta, na dose de 634 mg dm-3 de N.

Palavras-chave


Biocarvão, eficiência no uso de nitrogênio, adubação nitrogenada