Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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O MOVIMENTO INTERATIVO DA FORMAÇÃO ENTRE COORDENADOR PEDAGÓGICO E PROFESSORES NO CONTEXTO ESCOLAR: EDUCAÇÃO E DIÁLOGO
Queila Ferreira da Silva

Última alteração: 20-10-18

Resumo


RESUMO: Por compreender o movimento interativo dentro de uma  esfera onde o diálogo e a escuta do outro estão “linkados”, pois o desenvolvimento humano está imbricado na cultura e nas relações estabelecidas com as pessoas ao nosso redor, buscamos compreender como os participantes da pesquisa concebem o movimento interativo cotidiano e se há uma postura conectiva consciente, em práticas pedagógicas permeadas pelo diálogo e alteridade, entre coordenadores e professores, conexão entre teoria e prática, ação e reflexão, de maneira a assegurar a orientação formativa que caracteriza o papel da coordenação. A problemática está em saber: Como a conectividade, a dialogicidade e alteridade entre coordenadores pedagógicos e professores se estabelecem no processo formativo por meio das horas de trabalho pedagógico coletivo? Delimitamos os objetivos, sendo, geral: Investigar a interação entre coordenador pedagógico e professores no contexto escolar de uma escola municipal de Rondonópolis-MT; e específicos: Observar se na atuação do coordenador pedagógico há conectividade e como se desenvolve a formação no contexto escolar; Aferir como os professores participam e concebem o trabalho do coordenador pedagógico; Analisar o processo de interação entre coordenador e professores no processo formativo, se nesse processo há diálogo e escuta do outro. O método é dialético, sob a perspectiva freiriana, abordagem qualitativa. Referencial teórico: Freire (2016), Mafra (2016), Dussel (1977), Libâneo (2015), Silva Junior (1991), Konder (2012), Lüdke (2017). Participaram da pesquisa dois coordenadores pedagógicos e quatro professores. Através da análise dos dados surgiram resultados que apontaram o coordenador pedagógico como elo conectivo nas relações cotidianas entre seus pares na escola, através do diálogo e da escuta, como processo dialético problematizador sobre as concepções subjetivas a cada ator envolvido na coletividade, para ética e respeitosamente posicionarem-se frente a realidade de forma mais crítica e partirem em busca de soluções conjuntas, solidárias, humanizadas, que veja a sociedade como algo em construção, mas também em constante transformação. Neste viés de compreensão, foi possível ainda perceber na voz dos participantes da pesquisa que essa abertura também só acontece se há acordo em comum entre os sujeitos, o coordenador pedagógico agiria nesse sentido como liderança revolucionária no diálogo, elo conectivo, horizontalmente, de forma colaborativa, mediatizando as problemáticas inerentes à realidade. A conexão entre ambos, vai depender da postura altera que se constitui nesse movimento, sendo mediada pelo diálogo. Conclui-se, intencionando proporcionar ao leitor reflexões pautadas numa abordagem ontológica, onde podemos afirmar que o próprio ser humano é um ser conectivo em sua razão de ser. Somos seres de relações, temos necessidade de nos comunicar, de nos relacionarmos, enfim, não vivemos sozinhos. E o pensamento freiriano possibilita esse olhar, pois a educação em Freire é um ato de comunicação, por isso diálogo e escuta são centrais no processo educativo.

 

Palavras-chave: Educação, Diálogo, Conectividade.