Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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PROPAGAÇÃO VEGETATIVA DE SANGRA D`ÁGUA TRATADAS COM ÁCIDO INDOLBUTÍRICO
Arnaldo Gonçalves de Campos, Maria de Fátima Barbosa Coelho, Alex Caetano Pimenta, Paulo Ricardo Lima Flores, Maxuel Fellipe Nunes Xavier

Última alteração: 23-10-18

Resumo


A sangra d`água (Croton urucurana Baill., Euphorbiaceae) é uma planta arbórea e pioneira, encontrada em praticamente todos os biomas brasileiros, com grande potencial para reflorestamento e que é usada na medicina popular, além de possuir características para uso como planta melífera. Objetivou-se nesse trabalho, estudar a propagação clonal de sangra d`água por estaquia e por miniestaquia, com a aplicação de diferentes concentrações de ácido indolbutírico (IBA). A pesquisa foi realizada entre novembro e dezembro/2017, no Instituto Federal de Mato Grosso, Campus São Vicente, em Campo Verde/MT.As estacas foram confeccionadas a partir de ramos coletados de árvores nativas, e as miniestacas foram obtidas de brotações oriundas de minicepas, cultivadas em minijardim clonal. As estacas e as miniestacas foram confeccionadas de 10 a 12cm de comprimento, com um corte em bisel na base e corte reto na extremidade superior, mantendo-se um par de folhas reduzidas em 50% do limbo. Em seguida, as estacas e miniestacas tiveram suas bases imersas em solução hidroalcoólica (50v/v) de IBA, nas concentrações de zero, 500, 1.000, 2.000 e 4.000 mg L-1, durante 10 segundos. Posteriormente, foram estaqueadas em tubetes,preenchidos com vermiculita + casca de arroz carbonizada (1:1) e mantidas em casa de vegetação durante 20 dias. Foram avaliadas as seguintes variáveis: porcentagem média de enraizamento (PE), porcentagem média de sobrevivência sem formar raízes (PS), porcentagem de mortalidade (PM), número médio de raízes (NR), comprimento médio de raízes (CR) e massa seca de raízes (MSR). Adotou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 5 x 2 (cinco concentrações de IBA x duas técnicas de propagação – estaquia e miniestaquia), com 22 unidades (estacas e miniestacas) por parcela e com quatro repetições. Não houve interação significativa entre os fatores, para PE, que foi de 93,2% para miniestaquia e de de 30,6% para estaquia; para PS e PM houve interação entre os fatores, sendo que o uso do IBA diminui a porcentagem de sobrevivência de estacas (2,1 a 31,3%), porém sem ter influenciado a sobrevivência de miniestacas (0,0 a 5,7%); a mortalidade de estacas (41,7 a 69,8%) é maior que a mortalidade de miniestacas (4,5 a 6,8%); para NR contatou-se que os fatores são dependentes, mas as técnicas utilizadas não diferem entre si até 500 mg L-1 IBA, sendo que a partir de 1.000 mg L-1 IBA a miniestaquia foi mais eficiente (43,3 a 82,9 raízes). A melhor concentração para essa variável foi de 4.000 mg L-1 IBA (47,4 raízes/estacas e 82,9 raízes/miniestaca); não foi constatada interação entre os fatores para CR, onde as estacas e miniestacas tinham respectivamente 6,1 e 8,8 cm, em média, com superioridade das miniestacas; para MSR verificou-se dependência dos fatores, e que em concentrações menores de IBA (zero e 500 mg L-1) existiu maior acúmulo de massa seca nas raízes de miniestacas (0,08g) em comparação à estaquia (0,01 e 0,02g). A partir de 1.000 mg L-1 IBA não se observou diferença entre as técnicas, para essa variável. É possível concluir que a técnica de miniestaquia é eficaz na propagação vegetativa de sangra d’água.

 


Palavras-chave


Croton urucurana, Estaquia, Miniestaquia, IBA