Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

Tamanho da fonte: 
O ensino de Língua Portuguesa como língua adicional a alunos surdos pelas trilhas do letramento crítico
Lucimeire da Silva Furlaneto

Última alteração: 18-10-18

Resumo


Este trabalho é um recorte da minha pesquisa de Doutorado, em andamento, em Estudos de Linguagem(PPGEL/UFMT), realizada em uma escola em Cuiabá-MT, em que investigo o ensino de Língua Portuguesa para alunos surdos. A pesquisa tem como objetivo central verificar como se dá o ensino de Língua Portuguesa, como língua adicional, a alunos surdos do 9º ano do Ensino Fundamental, na perspectiva do Letramento Crítico. Pois, é recorrente em pesquisas sobre o processo de ensino-aprendizagem de língua portuguesa à especificidade desses alunos um enveredamento pela ótica da língua como estrutura, descontextualizada do seu uso, ou seja, “descolada” dos letramentos,portanto, pouco considerada como prática social. Dessa maneira, nuances, engendramentos, ideologia e relações de poder tornam-se questões nuncaexploradas no texto, ainda que inerentes a ele. Ao refletir sobre tais questões, lanço-me ao desafio de, ao investigar o ensino de LP/LA a alunos surdos na perspectiva do Letramento Crítico, trazer como arcabouço teórico as contribuições de Monte Mór (2011; 2013), Jordão (2013; 2014) e Menezes de Souza (2011), por entenderem-no como uma perspectiva educacional capaz de promover postura atitudinal, cidadãos crítico-reflexivos, transformação social. Para contribuir com os estudos sobre letramentos, são convocados Street (1994; 2014), Soares (2010); Kleiman (1995; 1998) e Fernandes (2003; 2006). A metodologia utilizada nesse trabalho “O ensino de Língua Portuguesa como língua adicional a alunos surdos pelas trilhas do Letramento Crítico”é a pesquisa colaborativa. Essa tem como cerne a aproximação entre pesquisadores e professores em sala de aula. Um projeto de colaboração põe o pesquisador em situação de copartícipecom os docentes, podendo ser visto simultaneamente como uma atividade de pesquisa e de formação. Com efeito unir-seaos professores para co-construir um objeto de conhecimento é também fazê-los entrar em um processo de aperfeiçoamento que é uma ocasião para refletir sobre sua ação, ou ainda, uma ocasião para investigar uma preocupação dos professores acerca da sua prática profissional. Nesse caso, a pesquisa colaborativa retoma, do ponto de vista dos professores, o conceito de professor-pesquisador desenvolvido por Elliot (1976:1990), situando-o como um docente reflexivo que aborda sua prática em uma perspectiva de aperfeiçoamento contínuo. As observações em sala de aula nos dão conta de que quando o trabalho é desenvolvido a partir de uma reflexão do professor sobre a sua própria prática, a mudança é evidente impactando positivamente na aprendizagem do aluno.

 

Palavras-chave: Ensino de Língua Portuguesa, Alunos Surdos, Letramento Crítico.