Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Cartografia do imaginário das mulheres imigrantes: Educação Ambiental revelando as injustiças climáticas em seu deslocamento pelo mundo
Denize Amorim, Michèle Sato

Última alteração: 07-10-18

Resumo


Esta pesquisa tem por objetivo principal compreender se a justiça climática faz parte das reivindicações por direitos humanos das mulheres imigrantes, buscando no imaginário deste grupo saberes que levam à reterritorialização entendida a partir dos princípios da  Educação Ambiental.  A temática desta pesquisa é a imigração humana, um mecanismo de adaptação diante dos diversos perigos enfrentados ao longo da sua história.  Um destes perigos que vem sé agravando é o fenômeno das mudanças climáticas, impulsionado mais migrações futuras, de acordo com as previsões dos cientistas. Estudos indicam que, nos últimos 40 anos, a migração no mundo triplicou, pois nos revelam que 244 milhões de pessoas estão em deslocamentos, sendo 51% mulheres e 40 milhões das migrações são motivadas por questões ambientais.  Em função das mudanças climáticas, o número de migrante aumentará entre 150 a 200 milhões até o final do século XXI.  Neste cenário, o Brasil é um país que se destacou ao longo de sua história por receber imigrantes de várias partes do mundo.  Mato Grosso é um estado formado desde 1700 por imigrantes e, recentemente, passou a abrigar grupos vindos das Américas. Os haitianos chegaram desde 2010, e se deslocaram em função dos efeitos devastador terremoto naquele país.  Destaca-se nesta nova onda migratória internacional o processo da feminização, requerendo estudos para compreensão dessa situação. Acreditamos assim que as mulheres imigrantes trazem uma história de luta por direitos humanos, e as injustiças climáticas e ambientais fazem parte de seus relatos.  Assim as protagonistas desta pesquisa serão as mulheres imigrantes recém-chegadas a Cuiabá e outras imigrantes que já residem há mais tempo no país e que militam nos direitos das mulheres. O objeto desta pesquisa, portanto, é o imaginário de tais mulheres, acerca de suas lutas por direitos e busca por justiça climática em sua reterritorialização. A  metodologia fenomenológica é a Cartografia do Imaginário com suas categorias de interpretação que sustentarão as trilhas da pesquisa: a água (formação), a terra (deformação), o fogo (transformação) e o ar (reformação).  A Educação Ambiental com suas bases epistemológicas, axiológicas e praxiológicas nos levarão a compreender as questões sobre justiça climática e direitos humanos a serem reveladas na pesquisa.  Desta forma, como possíveis resultados destacaremos que as lutas das mulheres imigrantes tão singulares por direitos humanos apresentam também as injustiças climáticas, narrativas que nos possibilitarão elencar elementos pedagógicos para uma compreensão sobre gênero e migrações na Educação Ambiental.


Palavras-chave


Educação Ambiental; Justiça Climática; Mulheres Imigrantes; Direitos Humanos; Cartografia do Imaginário.