Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Compartimentação geomorfológica e ambientes de arenização na bacia hidrográfica do Córrego da Fortaleza em Jaciara-MT.
Rodrigo Tsuyoshi Takata

Última alteração: 26-10-18

Resumo


A compartimentação do relevo resulta na individualização dos domínios de determinadas feições morfológicas que auxiliam na compreensão do comportamento das estruturas e sua interação com outros elementos da natureza. As formas de relevo derivam da ação processual ao longo do tempo, que pode ser reconstituída através das evidências intimamente ligadas a eventos pretéritos vinculadas aos mecanismos morfogenéticos permitindo a reconstituição de sua história. A bacia hidrográfica do córrego da Fortaleza (BHCF), localizada no setor nordeste do município de Jaciara-MT, situado na morfoestrutura da Bacia Sedimentar do Paraná na área do contato de duas unidades morfoescultural: Planalto dos Guimarães e em sua maior parte a Depressão Interplanáltica de Rondonópolis. A distribuição dos tipos de solos varia em: Latossolos Vermelhos, Latossolos Concrecionário, Argissolos Vermelho-Amarelo e Neossolos Quartzarênicos. Os estudos sobre a temática da arenização apontam a ocorrência da arenização nas áreas classificadas como Neossolos Quartzarênicos, reconhecidos como fragilizador de ambiente, nas quais a remobilização do material arenítico é altamente susceptível aos processos erosivos.  Para compartimentação geomorfológica da BHCF, inicialmente separam-se as unidades morfoesculturais: Planalto dos Guimarães e Depressão Interplanáltica de Rondonópolis a fim de compreender suas dinâmicas e no final fazer uma síntese com as duas unidades. As áreas de planaltos então entre as cotas altimétricas que variam entre 570 a 660 m de altitude, identificando-se três padrões de relevo: Vales Fluviais, Relevo em Estruturas Falhadas e Formas dissecadas. No planalto, as áreas de cabeceiras em contato com falhamentos formam degraus de abatimento, com atuação da geoquímica, sendo um indicador de ambientes de ocorrencia da arenização, bem como áreas de contato litoestrutural. As áreas correspondentes à Depressão Interplanáltica de Rondonópolis variam entre as cotas altimétricas 570 a 276 m, sendo identificados seis padrões de relevo: Vales,Superfície de Erosão, Rampas Coluvionares, Relevo Residual, Relevo de Estruturas Falhadas, Escarpa. O processo de arenização no ambiente da depressão se divide em dois estágios: Os ambientes que se encontram em sistema de degradação, que estão relacionados diretamente a dissecação do relevo e remobilização do material e os ambientes que estão sob sistema agradacional, que estão ligadas ao depósito de material remobilizados dos sistemas degradacionais.   

A sistematização das unidades geomorfológicas subsidia o entendimento das características individuais dos ambientes sob influencia da  arenização, que são áreas de fragilidade sob intensa ação intempérica expressando a evolução do relevo. O mapeamento é estruturado em escala grande (1:6000) nesse caso, observa-se a dissecação relacionando à densidade da drenagem, expressando os aspectos geométrico e morfométrico das vertentes, o comportamento da estrutura superficial expressos nas características morfológicos da paisagem.

 


Palavras-chave


paisagem, relevo, arenização

Referências


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