Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Monitoramento da concentração de proteína bruta dos grãos de destilarias ao longo do seu processo produção em uma usina “flex”
Wemerson Rodrigues Coura Moura, Letícia de Assis Calmon Cerisara, Mariana Benício Moura Vasconcelos, Thais Yanaya de Arruda Franco, Matheus Lima Corrêa Abreu, Joanis Tilemahos Zervoudakis

Última alteração: 24-10-18

Resumo


Em meio aos diversos coprodutos destinados a nutrição animal atualmente disponíveis no mercado, os grãos de destilarias têm-se apresentado com uma opção. Apesar disso, as informações referentes à composição nutricional desses coprodutos produzidos no Brasil ainda são incipientes. A tecnologia de produção de álcool a partir da destilação dos grãos milho evoluiu e, consequentemente, originaram diferentes coprodutos que necessitam de mais informações não só em relação a sua composição nutricional e desempenho animal, mas também em relação aos pontos ao longo do processo de produção que proporcionam variações na composição nutricional dos tais produtos. Portanto, objetivou-se avaliar a composição de proteína bruta (PB) dos grãos de milho moído em diferentes pontos de amostragens dos processos de produção de álcool a partir de tais grãos até a formação dos diferentes resíduos dos grãos destilados. Assim, foram coletadas amostras de três dias consecutivos referentes a tais pontos do processo de produção: milho moído, pré-fermentado, vinho, vinhaça bruta, vinhaça clara, (grãos destilados úmidos, “WDG”) e grãos destilados secos, “DDG”) de diferentes dornas em uma usina de etanol com tecnologia “flex” (processamento de milho e cana de açúcar) localizada  no estado de Mato Grosso. As amostras foram pré-secadas e, em seguida, moídas em moinho de facas, com peneiras de crivo de 1 mm. As análises de proteína bruta (PB) foram realizadas pelo método AOAC (1990) adaptado para digestão em tudo de microkjeldahl. O milho moído apresentou quantidade de PB baixa (8,5%), no entanto, há um efeito de concentração da PB ao longo do processo de produção do etanol até a formação do resíduo dos grãos de destilaria. Nesse sentido, quando se mistura o fermento ao mosto (pré-fermentado) elevou-se o teor de proteína (13,55%). Durante a fermentação, devido ao crescimento de leveduras e o consumo dos carboidratos a concentração de PB nesse ponto alcançou 26,93%. A solução com grande concentração alcóolica após as atividades das leveduras denominada vinho, apresentou pequena elevação na PB (28,39%) contudo, após a extração do álcool por meio da destilação e, em seguida, centrifugação, a parte sólida restante porém úmida e após a secagem, apresentaram teores proteicos semelhantes com base na matéria seca ( 35,10% e 35,93%, respectivamente), o que é plausível, pois o que os diferenciam é apenas a perda de umidade devido ao tratamento térmico. A perda de PB no resíduo líquido da centrifugação (solúveis) é considerável, uma vez que apresentou 16,16% desse nutriente. Portanto, grande parte da proteína bruta dos grãos destilados de milho provem das leveduras adicionadas ao milho na forma de fermento bem como a grande perda de massa de carboidratos não fibroso, como o amido.


Palavras-chave


Destilarias; Subprodutos; Leveduras