Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Política de currículo, identidades sexuais e performances de gênero
Tatine Penariol Rosato

Última alteração: 08-10-18

Resumo


Os anos 2000 têm apresentado reformas curriculares com diferentes propostas de integração e superação da disciplinaridade e, neste percalço, a presente pesquisa busca compreender a produção de identidades sexuais em uma política curricular, de modo a produzir conhecimento no âmbito da escolarização de adolescentes, gerando saberes necessários à formação docente. Nesta perspectiva, parte-se de algumas teóricas e teóricos caros ao desenvolvimento dos Estudos Culturais, que constituem suas análises a partir do chamado campo do currículo e dos estudos de identidade de gênero e sexual. Tendo isto em vista, indaga-se: no que se refere à subjetivação de identidades sexuais, quais perspectivas têm orientado o currículo de escolas públicas estaduais de Ensino Fundamental em Cuiabá-MT? Como as escolas vêm significando valores referentes à estas subjetivações? Quais posicionamentos vêm permeando e tencionando os contextos da política curricular? O que relatam professoras/es e alunas/os diante da diferença que representa a não-heterossexualidade? Como se dá o processo de subjetivação de identidades sexuais nesta política curricular? Optou-se pela abordagem teórico-metodológica do “ciclo de políticas” de Stephen Ball, que se baseia na concepção da política curricular como cílcica e composta pelos contextos de influência, da prática e do texto. Para acessas estes contextos, foi necessária uma gama de procedimentos metodológicos, tais como estudo bibliográfico, estudo documental, caderno de campo, aplicação de questionários e realização de entrevistas em grupos focais. Neste movimento metodológico, foram acessados posicionamentos de professoras/es e alunas/os de duas das maiores escolas estaduais do Estado. Visando preservar a identificação direta das escolas, estas forram renomeadas como Escola Marisa e Escola Cássia. Foi organizado um grupo focal na Escola Marisa, com participação de três alunxs e um grupo focal na Escola Cássia, com participação de quatro alunxs; foi aplicado um questionário junto a professoras/es do III Ciclo de Formação, com dezenove respondentes, e um questionário junto a alunxs da 3ª fase do III Ciclo de Formação, com cento e cinquenta e três respondentes. Foram analisados, ainda, documentos relevantes para a compreensão  da atual arena curricular, no que se refere à abordagem dos mesmos sobre a subjetivação de identidades sexuais, sendo estes: Anais da I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas Bissexuais, Travestis e Transexuais; duas propostas curriculares oficiais do Estado para o Ensino Fundamental, assim como os Projetos Políticos Pedagógicos das duas escolas pesquisadas.


Palavras-chave


Políticas curriculares. Gênero. Sexualidade