Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Conflitos e Resistências em uma ocupação urbana: evidenciando as dimensões de vulnerabilidade e injustiça ambiental a partir das vivências do Mapa Social.
Aleth da Graça Amorim, Regina da Silva

Última alteração: 07-10-18

Resumo


Esta pesquisa busca elaborar um mapeamento participativo dos conflitos socioambientais de um espaço urbano em Cuiabá - Mato Grosso, como também, investigar as táticas de resistências dos grupos envolvidos de forma a pensar os processos de vulnerabilidade e injustiça ambiental enquanto historicamente determinada e desigualmente distribuída na sociedade. Considera que os conflitos socioambientais coloca em questão a forma de distribuição do poder sobre os recursos do território e servem como indicadores de insustentabilidade das cidades ou dos sentidos da sua problematização efetuadas pelas pessoas envolvidas. Em que os conflitos podem ser neutralizados ou ignorados, mas também reconhecidos, discutidos e politizados, quando dentro de uma perspectiva da democratização das cidades e um caminho para uma sustentabilidade urbana, ou seja, como de enfretamento das condições de vulnerabilização dos grupos sociais mais despossuídos e menos representados na esfera do poder. Sendo que apresentam grande potencial politizador visto que integram a dimensão territorial do desenvolvimento e exprimem contradições das formas sociais de uso e apropriação do território. Posto isto, a metodologia utilizada será o Mapa Social, que traz como elemento central as autonarrativas dos grupos investigados e tem por vim visibilizar grupos sociais marginalizados e desconsiderados nas políticas publicas do estado de Mato Grosso. A metodologia é uma proposição do Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e sua elaboração se dá pela e com a comunidade e traz viva uma Educação Ambiental engajada, mobilizadora e estimuladora da transformação social, promotora de cidadania e que busca a construção de sociedades sustentáveis. Assim, o processo de mapear se apresenta como um instrumento para a reflexão e ação em que busca a participação social além de possibilitar o trabalho de temas do cotidiano da comunidade, fomentar um pensar e fazer que reflita as tramas territoriais, os significados comuns e dos desafios da sustentabilidade socioambiental do território, assim como registrar as táticas de resistências. Dentro desse processo, a resistência é entendida como uma ação de reação ao mesmo tempo em a r-existência enquanto forma de existir, que age e reage a partir de um lugar próprio, tanto geográfico como epistêmico, em que se afirma e se constrói pelo território.  Destarte, essa pesquisa está alicerçada nas concepções da Educação ambiental, da Psicologia Social Comunitária e da Educação Popular, de forma a oferecer elementos essenciais para se pensar as táticas de resistências locais e a educação popular comprometida e libertadora, trazendo como aspecto essencial à construção da cidadania crítica para a transformação social.


Palavras-chave


Educação Ambiental, Mapa Social, Conflitos socioambientais.