Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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AVALIAÇÃO DE RISCO DE TOMBAMENTO EM PLANTAS DE AMARANTO
Ana Lucia Silva, Aloísio Bianchini

Última alteração: 23-10-18

Resumo


O tombamento (acamamento) de plantas é uma particularidade indesejável nas espécies vegetais cultivadas, causa perda no rendimento das culturas, dificulta a colheita mecanizada e reduz a qualidade do grão. Avaliou-se neste trabalho o risco de tombamento em plantas de amaranto, cultivar BRS Alegria, uma espécie anual herbácea com ciclo entre 90 e 100 dias, nas condições do Brasil central. As plantas, acamadas e não acamadas, foram coletadas em outubro de 2017, na Fazenda Experimental da Universidade Federal de Mato Grosso – BR (15°51’S; 56°04’W). Havia 20 parcelas experimentais espaçadas em 0,7 m, com quatro fileiras de 5 m de comprimento, espaçadas de 0,35 m entre si e 0,10 m entre plantas. O cultivo encontrava-se na fase final de enchimento dos grãos (R5). O risco de tombamento (RT) foi avaliado por meio de um adimensional, considerando-se como grandezas promotoras da flexão (curvatura), a altura da planta (AP) e massa da panícula (MP) e, como grandezas de resistência à flexão, o diâmetro do caule da planta (DC) e a massa da parte aérea, com exceção da panícula (MASP), segundo a Expressão: RT= h.MP/dc.MA, onde, RT = Risco de Tombamento (adimensional); h = altura da planta (mm); MP = Massa da Panícula (g); dc = diâmetro do colmo (mm); e MA = Massa da parte aérea da planta (g), excetuando-se a panícula. A planta foi cortada rente ao solo, o diâmetro do colmo foi medido com paquímetro digital e a altura medida até o ápice da panícula com uma escala milimetrada. Posteriormente, as panículas e plantas foram destacadas e secas em estufa a 65 °C por 72 horas. Os dados foram avaliados pela análise de variância e submetidos a comparações de médias pelo teste Tukey a 5% de probabilidade no programa estatístico SIVAR 5.6. O adimensional, proposto neste trabalho pareceu sensível às variáveis utilizadas, verificaram-se diferenças significativas (p<0,05) entre os caracteres observados, exceto para o diâmetro. A altura média das plantas foi maior entre as plantas acamadas do que nas plantas não acamadas 1707,4 mm e 2010,4 mm, respectivamente. Não houve diferença estatística entre o diâmetro das plantas, entretanto, observou-se uma correlação inversamente proporcional (-0,94) entre o diâmetro e o RT nas plantas acamadas, evidenciando que o RT diminui quando o diâmetro do caule aumenta. Para as variáveis MASP e MP, verificou-se que as plantas acamadas apresentaram maior peso médio, de 63,44 g para ambas variáveis, enquanto a massa média das plantas não acamadas foi de 47,42 g para a planta e 30,47 g para panícula. O valor médio do RT observado foi de 63,64 em plantas não acamadas e de 112,69 em plantas acamadas, respectivamente. Caracteres como AP, MP e MASP mostraram-se diretamente ligados ao risco de tombamento. Cabe ressaltar que fatores ambientes, como a presença de ventos, podem contribuir para o acamamento. No entanto, o RT depende de outras características como cultivar e o sistema de manejo. Sugere-se que o risco de tombamento de plantas pode ser determinado a partir de funções simples como adimensional adotado neste trabalho.

Palavras-chave


Amaranthus cruentus, avaliação acamamento, caracteres agronômicos