Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Parâmetros cinéticos e produção de gás in vitro do farelo de soja avariado e não avariado
Laura Barbosa de Carvalho; Luciano da Silva Cabral; Lucélia Fernanda Leite; Jader Benner Barbosa; Fátima Barboza Rocha;

Última alteração: 18-10-18

Resumo


Mato Grosso é o maior produtor nacional de grãos de soja, tendo participação significativa na produção animal, uma vez que o farelo de soja é uma das mais completas fontes de proteína utilizada na alimentação animal devido ao alto teor de proteína bruta e adequando balanço de aminoácidos. A qualidade dos grãos e coprodutos da indústria comumente utilizados na nutrição animal pode influenciar diretamente na rentabilidade do sistema, uma vez que, a dieta é um dos principais fatores que pode influenciar no desempenho animal. A qualidade dos grãos pode ser afetada por diversos fatores como clima, colheita, armazenagem e transporte, que contribuem para a ocorrência de avarias nos grãos, que de acordo com a IN/MAPA 11/2007 são considerados grãos avariados, grãos que se apresentarem queimados, ardidos, mofados, fermentados, germinados, danificados, imaturos e chochos, e o limite máximo de ocorrência desses grãos é de 8%,  onde ao ultrapassar esse limite os grãos sofrem deságio de acordo com o grau e tipo de avarias. Embora haja algumas informações sobre a composição química de grãos de soja avariados, não há informações sobre parâmetros cinéticos e taxa de produção de gás que possam ser correlacionados com o uso destes grãos na dieta de animais de produção. Nesse sentido, o objetivo do trabalho foi avaliar os parâmetros cinéticos e a produção de gás in vitro do farelo de soja proveniente de grãos contendo 80% de avarias (60,1% grãos fermentados) (FSA) e o farelo de soja proveniente de grãos não avariados (menos que 8% de avarias) (FSN), bem como um dieta contendo níveis de inclusão de FSA em substituição ao FSN (0, 33, 66 e 100%). Não houve efeitos para os parâmetros da taxa de produção de gás (P=,7084 Linear) e produção cumulativa até 6 horas (P= 0,8279 Linear). A produção total de gás e produção de gás nos tempos 12, 24, 36 e 48 horas apresentaram efeito significativo (P= 0,0080; P=0,0481; P=0,046; P=0,0002; P=0,0001 Linear) respectivamente. Para as dietas contendo níveis de FSA não houve efeito sobre a produção total de gás (P=0,4468), mas foi observado efeito quadrático sobre taxas de digestão das dietas (P<0,0001). Não houve efeito sobre a latência (P=0,8725 Linear). A produção de gás nos tempos, 6, 12, 24 e 36 horas, apresentou efeito quadrático (P=0,0017; P=0,0002; P=0,0004; P=0,0210) respectivamente, porém, não houve efeito dos níveis de FSA em 48 horas após a incubação (P=0,2544 Linear). A menor produção total de gás e nos tempos de incubação até 72 horas apresentados pelo FSA quando incubado isoladamente sugere uma menor digestibilidade do mesmo no ambiente ruminal, no entanto quando este está incluso em uma dieta de confinamento em substituição ao FSN, esse efeito não é observado após 36 horas de incubação, ou seja, algum efeito que limita o crescimento microbiano e a digestão do mesmo no ambiente ruminal quando incubado isoladamente, tem seu efeito diluído quando este entra na formulação apenas como parte da dieta, podendo ser incluso na dieta de animais ruminantes sem que ocorram prejuízo ao desempenho dos animais.


Palavras-chave


produção de gás in vitro, grãos de soja, avarias, farelo

Referências


BRASIL - Leis e Decretos. Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa nº11, de 15 de maio de 2007. Diário Oficial da união, de 16 de março de 2007. Seção I, p. 13-15, Brasília, 2007.