Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Desempenho e qualidade da carne de cordeiros confinados e suplementados com lisina e metionina protegida.
Lilian Paola Guevara

Última alteração: 23-10-18

Resumo


Os ovinos devido a sua condição de ruminantes, obtém grande parte da proteína por meio da microbiota ruminal que escapa do rúmen. Entretanto, a quantidade de proteína microbiana sintetizada é insuficiente para atender toda demanda metabólica de animais de elevada produção. Contudo, o desenvolvimento de alguns aminoácidos protegidos da ação microbiana ruminal e disponibilizados para absorção intestinal apresenta potencial para atender a demanda por aminoácidos essências. Dentre os aminoácidos limitantes para produção de carne, estão a lisina e a metionina, os quais estão disponibilizados no mercado também na forma protegida do rúmen. Desta maneira, objetiva-se com este trabalho avaliar o desempenho e qualidade da carne de cordeiros confinados e suplementados com lisina e metionina protegidos do rúmen. O experimento será realizado na fazenda experimental do UFMT localizada no município de Santo Antônio de Leverger, MT. Serão utilizados 48 cordeiros Santa Inês puros desmamados com 90 a 120 dias de idade e aproximadamente 20 kg de massa corporal, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos (6 baias por tratamento). O controle parasitário dos cordeiros será realizado durante o período pré-experimental por meio do método Famacha, exames de fezes e vermifugação. Em seguida, os animais serão submetidos ao período de adaptação durante 15 dias, para após, serem distribuídos em 24 baias de 2 animais. Quatro dietas isonitrogenadas serão formuladas para ganho estimado de 300g/dia tendo como base silagem de milho (20%) e concentrado (80%). O concentrado será constituído por milho moído, farelo de soja e núcleo para ovinos confinados. Serão incluídos níveis de zero, 0.1, 0.2 e 0.3% dos aminoácidos metionina lisina (L-Lisina) e (DL-metionina) na proporção de 3:1 com relação à proteína metabolizável (PM), os quais constituirão os tratamentos experimentais. Serão coletadas amostras fecais da ampola retal dos animais para estimação da excreção fecal e digestibilidade dos nutrientes.  As amostras das dietas oferecidas e das sobras serão avaliadas quimicamente no laboratório de nutrição animal da UFMT e quantificação dos aminoácidos totais por meio de HPLC. A cada 15 dias a massa corporal dos cordeiros será mensurada, quando também serão realizadas coletas de sangue por meio de venopunção da jugular (Vacutainer®) para determinação do nitrogênio ureico, creatinina e β-hidroxibutirato sanguíneo. Os animais serão abatidos no final do experimento (cerca de 70 dias) e, em seguida, serão determinados os pesos da carcaça quente e resfriada em 24 horas a 4°C, o rendimento de carcaça e as características morfométricas e classificação das carcaças. Serão retiradas amostras do músculo Longissimus dorsi esquerdo, entre a 1ª vértebra torácica – 7ª vértebra lombar para avaliação das características químicas da carne, força de cisalhamento, cor da carne, perfil de ácidos graxos por meio da cromatografia gasosa (CG). Para avaliação sensorial da carne será utilizado o músculo Longissimus dorsi direito. Será realizada análise de regressão utilizando o procedimento PROC MIXED do SAS 9.2. Espera-se encontrar efeito da utilização de lisina e metionina protegidas do rúmen sobre as variáveis de desempenho e de qualidade de carne de cordeiros em regime de confinamento, assim como estimar o nível ótimo de inclusão na dieta da proporção fixa desses dois aminoácidos com relação PM.

 


Palavras-chave


Aminoácidos, ovinos, Suplementaçao

Referências


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