Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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ARQUITETURA ESCOLAR E SUAS RELAÇÕES COM O ESTUDANTE DO SÉCULO XXI
Paula Roberta Ramos Libos, Benedito Diélcio Moreira

Última alteração: 15-10-18

Resumo


A arquitetura escolar, seus interiores, fachadas e campo visual externo estabelecem relações comunicacionais e educativas com estudantes e toda a sociedade. O estudante da era digital que mantém-se conectado, em rede e multimídia, convive com estabelecimentos escolares antigos, engessados, fechados, compartimentados e ausentes de história. Construções recentes que distanciam-se dos jovens parecem não se comunicar com a geração do século XXI. Diante desse cenário, o estudo propõe identificar ideias arquitetônicas brasileiras e em outras culturas centradas na nova escola, no novo estudante, e apresentar possibilidades arquitetônicas em que as relações entre os usuários e espaços dialoguem com o universo transmidiático. A atual configuração dos espaços destinados a produção e transmissão de conhecimento em sua grande totalidade vem reproduzindo e replicando modelos centenários. Sem uma relação entre as práticas sociais e culturais, percebe-se que os espaços escolares, em muitas das vezes, não dialogam com o local, com a cultura, não permitem a pluralidade e diversificação, impondo regras e limitações. Quando um grupo é inserido em um espaço educacional cujos conceitos e configurações mostram-se enrijecidos, fechado a inovações, ocorre muitas vezes um conflito entre a necessidade de adaptação e a renúncia. É possível repensar esses espaços, analisar seu pós-ocupação e entender como se dá o processo de territorizalização. É notória a comunicação que permeia esses espaços, pois permite a proximidade dos indivíduos, estabelece uma instância de pertencimento e participação, constrói afetos e estabelece experiências. O desenvolvimento e a experimentação de novos espaços correspondem a uma possibilidade de narrativas de mudança, desenvolvimento e diversificação na produção de conhecimento. Esses espaços devem ser vivos. Agregando tecnologias e outros meios midiáticos é possível que os atores principais que estão ocupando e pertencendo a esse espaço participem de um processo de ressignificação, estabelecendo um novo diálogo, uma nova relação na construção de uma vida coletiva.


Palavras-chave


Espaços, Comunicação, Arquitetura; Cultura