Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Contornos, imagens, “formas” e construções: O pedaço de onde se fala no (con)texto do RAP em Cuiabá.
Valéria Cristina da Silva Rocha, Clark Mangabeira Macedo

Última alteração: 22-10-18

Resumo


Esta pesquisa pretende analisar a cena do RAP na Grande Cuiabá, que passa por diversos bairros, onde alguns grupos de RAP surgiram. Paralelamente, pretendemos refletir sobre como os sujeitos percorrem e se apropriam da cidade, de que forma estes a incorporam através de um circuito (MAGNANI) estabelecido, que configura lugares que acolhem suas práticas; e mapear e refletir as relações construídas nas periferias, que se desdobram pela cidade e sua região central, enquanto uma unidade de análise. Este trabalho se justifica frente à necessidade de uma reflexão sobre estes deslocamentos, centro e periferia, através da prática artística do RAP, buscando enfocar os espaços de lazer onde os indivíduos compartilham estilos muito próprios, padrões culturais bastante diferenciados, e constroem seus arranjos particulares estabelecendo vínculos, relações de sociabilidade e produção musical em seus processos de “retomada da cidade”, enquanto uma cidade politicamente pensada pelas próprias letras dos RAPs. Para a realização deste trabalho, utilizaremos uma etnografia em movimento (GOLDMAN, 2001), acessando elementos que estão na ordem da experiência de territórios existenciais, que, em síntese, constituem uma forma de acesso à dignidade e cidadania. Essa pesquisa se desenvolverá em ritmos descontínuos, em encontros que representam ser afetado pelo campo (FAVRET-SAADA, 1990), estabelecendo uma rotina de campo que possibilite observações nos eventos que constituem o circuito do RAP em Cuiabá.

Palavras-chave


RAP, cidade, periferias.