Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Efeito da textura do solo e do sistema de manejo na densidade de corós (Coleoptera: Melolonthidae)
Marcio Jose da Costa Araujo, Janaína de Nadai Corassa

Última alteração: 15-10-18

Resumo


 

O termo coró é a denominação popular para larvas do tipo escarabeiforme, fase imatura de alguns insetos da ordem Coleóptera, família Melolonthidae. A postura, o desenvolvimento larval, até o surgimento dos adultos ocorrem no solo por períodos que podem variar de 230 a 480 dias dependendo da espécie. Na fase larval algumas espécies são saprófagas sendo consideradas benéficas ao solo, entretanto algumas são rizófagas sendo relatadas como pragas em diversas culturas. Poucos estudos sobre a ocorrência e a diversidade de corós foram realizados no estado do Mato Groso principalmente no Médio-norte do estado que responde por 39 % da área plantada no Mato Grosso. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de dois sistemas de manejo do solo e locais de mata nativa na densidade de corós em duas classes de solo, arenoso e argiloso. O experimento foi realizado no município de Sorriso-MT, nos meses de maio a junho de 2018. Para a coleta dos insetos foram utilizadas trincheiras no solo com dimensões de 50 x 25 cm, com 30 cm de profundidade. Após a coleta as larvas foram colocadas em agua fervente por dois minutos e posteriormente em recipientes contendo álcool 70 % para serem preservadas até a identificação taxonômica das mesmas. Os tratamentos utilizados foram pastagem em solo arenoso, pastagem em solo argiloso, sucessão de culturas soja-milho em solo arenoso, sucessão de culturas soja-milho em solo argiloso, e mata nativa em solo arenoso e argiloso. A variável analisada foi número de larvas por m2 e o delineamento utilizado foi em blocos casualizados com quatro repetições. O maior número de corós foi encontrado em áreas de pastagem tanto em solo arenoso, média de 17,75 corós/m2 como em solo argiloso, média de 10 corós/m2, em áreas de sucessão soja-milho foram encontrados poucos indivíduos, médias de 0,25 e 0,5 corós/m2 em solo arenoso e argiloso respectivamente. Em locais de mata nativa nas duas classes de solo não foi encontrada nenhuma larva. Com os resultados obtidos pode-se inferir que áreas de pastagem em solo arenoso e argiloso oferecem melhores condição de sobrevivência para as larvas. Os espécimes encontrados nesta etapa do experimento serão identificados por um taxonomista e se obterá estimativas das espécies predominantes no município de Sorriso através dos índices de diversidade, podendo assim conhecer se estas espécies encontradas são saprófagas ou rizófagas, com potencial de se tornar pragas na região.


Palavras-chave


Melolonthidae; Pragas de Solo; Rizófagos