Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Qualidade da tora e rendimento volumétrico em madeira serrada de cinco espécies nativas para exportação.
Michelly Casagrande Stragliotto, Bárbara Luísa Corradi Pereira, Aylson Costa Oliveira

Última alteração: 22-10-18

Resumo


O setor madeireiro é responsável por movimentar grande parte da economia da Amazônia. No entanto, o baixo rendimento em madeira serrada é um dos principais problemas enfrentados pelo setor. A qualidade das toras processadas interfere diretamente no rendimento em madeira serrada. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade das toras e o rendimento em madeira serrada para exportação das espécies amazônicas: Angelim-pedra (Hymenolobium heterocarpum Ducke), Faveira-ferro (Dinizia excelsa Ducke), Cumaru (Dipteryx odorata (Aubl.) Willd.), Cambará rosa (Qualea paraensis Ducke) e Muiracatiara (Astronium lecointei Ducke). O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado, com dezenove repetições (toras) para cada um dos cinco tratamentos (espécies). Inicialmente, foram avaliados parâmetros da qualidade das toras: conicidade, achatamento, encurvamento, sapopemas, rachadura diametral, rachadura atingindo a superfície, rachadura anelar e volume líquido. Além dessas variáveis também foi avaliada a porcentagem de cerne. Em seguida, as toras foram encaminhadas para o processo de desdobro para obtenção de peças de madeira serrada bruta e posteriormente, determinou-se o rendimento em madeira serrada. Para conicidade, não houve diferença significativa entre as espécies (p<0,05), com média igual a 0,92%. O achatamento também não apresentou diferença significativa entre as espécies, com média igual à 96%. Hymenolobium heterocarpum Astronium lecointei e Qualea paraensis apresentaram toras com melhor classificação para o encurvamento, em que 94,74% das toras foram classificadas na Classe Superior, ou seja encurvamento menor ou igual que 3%. Astronium lecointei apresentou melhores resultados para sapopemas, em que todas as toras foram classificadas na Classe Superior, que compreendem toras com porcentagem de sapopemas menor ou igual a 10%. Para a rachadura atingindo a superfície, os melhores resultados foram encontrados para Dipteryx odorata, com 94,74% das toras classificadas na Classe Superior.  Para Dipteryx odorata foram registrados os melhores valores de qualidade para rachadura diametral, em que 89% das toras dessa espécie foram classificadas nas Classes Superior e Classe 1. As espécies Qualea paraensis e Hymenolobium heterocarpum apresentaram melhores resultados nas Classes Superior, 1 e 2 para a rachadura anelar. Para volume líquido, Dinizia excelsa apresentou menor valor (90,59%) e diferiu-se das demais espécies. A porcentagem de cerne diferiu-se significativamente entre as espécies e variou de 68,53% a 86,75%.  O rendimento em madeira serrada apresentou diferença significativa entre os tratamentos e variou de 23,91% a 40,18%, respectivamente para as espécies Dinizia excelsa e Qualea paraensis. Conclui-se que houve grande variação quanto à qualidade das toras entre as espécies avaliadas devido às diferentes características das espécies. O rendimento em madeira serrada foi baixo, visto que há uma grande exigência referente à qualidade das peças de madeira serrada destinada à exportação.

Palavras-chave: Dinizia excelsa, Dipteryx odorata, Hymenolobium heterocarpum, Astronium lecointei e Qualea paraensis.


Palavras-chave


Dinizia excelsa, Dipteryx odorata, Hymenolobium heterocarpum, Astronium lecointei e Qualea paraensis.