Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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FOTOSSENSIBILIDADE GERMINATIVA DE CINCO MATERIAIS GENÉTICOS DE AMARANTHUS
Patrícia Monique Crivelari-Costa, Aloisio Bianchini

Última alteração: 23-10-18

Resumo


Sementes dormentes tem sido amplamente estudada em algumas espécies de Amaranthus, podendo a dormência ser imposta por condições ambientais, como a luminosidade. Ainda, há autores que reportam haver diferenças nos padrões de germinação e dormência entre as espécies de Amaranthus. Efeitos inibitórios de germinação podem ocorrer quando as sementes são expostas a luminosidade contínua, em temperaturas inferiores a 25°C. Ao efeito responsivo à luminosidade da-se o nome de fotoblastismo, sendo positivo quando a luz promove a germinação, e negativo quando inibe. O envelhecimento das sementes e a consequente liberação de dormência ampliam a faixa de temperaturas na qual as sementes germinam nesse gênero. Dessa forma, objetivou-se avaliar o comportamento responsivo a luminosidade de cinco materiais genéticos de duas espécies do gênero Amaranthus, o Amaranthus cruentus L. cv. Brs alegria, A. cruentus L. var. diocus, A. cruentus L. var. princes, A. cruentus L. var. verde e A. caudatus L., produzidas no cerrado mato-grossense e envelhecidas por sete meses. O cultivo foi realizado entre junho e agosto de 2016, em na Fazenda Experimental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Santo Antônio do Leverger, Mato Grosso, situada a 15°47’ S e 56°04’ W, altitude média de 140 m, clima tropical (Aw), segundo a classificação de Köppen, solo predominante plintossolo. Após colheita, as sementes, com umidade média de 12%, foram armazenadas por sete meses em sacos plásticos impermeáveis, em câmara fria a 18°C de temperatura e 60% de umidade relativa, no Laboratório de Sementes da Faculdade de Agronomia e Zootecnia da UFMT. O teste de germinação foi realizado em temperatura constante de 25°C e em três fotoperíodos, em estufa incubadora tipo BOD. O experimento foi disposto em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com esquema fatorial 5x3, sendo cinco materiais genéticos (o Amaranthus cruentus L. cv. Brs alegria, A. cruentus L. var. diocus, A. cruentus L. var. princes, A. cruentus L. var. verde e A. caudatus L.) e três fotoperíodos (0 horas, 12 horas e 24 horas), em triplicata, totalizando 45 parcelas. Considerou-se cada parcela uma caixa de germinação (gerbox), com 50 sementes desinfetadas com 20% NaClO, semeadas sobre mata-borrão. Os resultados foram submetidos a análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste Tukey em nível de 5% de significância. O A. cruentus var. diocus e verde apresentaram  porcentagem de germinação elevada indiferentemente do tempo de exposição à luz, com médias de 95,17% e 95%, respectivamente, apresentando comportamento fotoblástico neutro. Já o A. cruentus cv. Brs alegria foi o único material genético entre os estudados que apresentou baixa germinação na ausência de luz (62,5%), sendo menor ainda à presença constante de luz (16%) enquanto que para o fotoperíodo de 12 horas obteve-se a maior germinação (80%), ou seja, necessita de alternância de luminosidade para obter melhores condições germinativas. Quanto ao A. cruentus L. var. princes e A. caudatus, adequariam-se melhor em cultivo de inverno a baixas latitudes, pois teve maior germinação em fotoperíodos de 0 horas, seguido de 12 horas e 24 horas, concluindo-se que possuem comportamento fotoblástico negativo.

Palavras-chave


Amaranthus cruentus; Amaranthus caudatus; Fotoblastismo.