Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

Tamanho da fonte: 
Coeficiente de evaporação de água no solo em cultivo de trigo no Cerrado Mato-grossense
William Fenner, Tonny José Araújo da Silva, Edna Maria Bonfim-Silva

Última alteração: 23-10-18

Resumo


O uso racional da água na agricultura e a rotação de culturas são um dos principais fatores para a conservação ambiental e segurança alimentar. Neste sentido, em cultivos agrícolas, é preciso compreender os processos relacionados a evapotranspiração das culturas, e a perda de água por evaporação é um destes, subsidiando os agricultores com culturas alternativas aos sistemas atuais e sugestões de manejo objetivando otimizar estes sistemas. Assim, objetivou-se determinar o coeficiente de evaporação de água no solo em cultivo de trigo irrigado, cultivares BRS 254 e 394, no Cerrado Mato-grossense. Para tanto, foi realizado um experimento de campo na Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Rondonópolis nos anos agrícolas de 2016 (cultivar BRS 254) e 2017 (cultivar BRS 394). O solo da área experimental é classificado como Latossolo Vermelho distrófico, segundo manual de classificação da Embrapa. As parcelas experimentais constituíram-se de 9 linhas de 6 m de comprimento espaçadas entre si em 0,2 m. As semeaduras ocorreram nos dias 20/06/2016 e 03/05/2017, com auxílio de uma semeadora de parcelas experimentais e uma densidade de semeadura de 350 sementes m². O ciclo foi de 86 e 104 dias para 2016 e 2017, respectivamente. A evaporação da água no solo (mm d-1), obtida por diferença de massa, foi aferida diariamente às 7 h por meio do uso de 12 minilisímetros (com 100 mm de diâmetro e 200 mm de profundidade), instalados entre as linhas no centro de cada parcela, utilizando um total de 12 parcelas experimentais. O coeficiente de evaporação de água no solo (ke) foi obtido pela relação entre a evaporação da água no solo e a evapotranspiração de referência (ETo), a qual foi calculada diariamente por meio de dados obtidos em uma estação agrometeorológica ao lado do experimento e pela equação de Penman-Monteith. O ke também foi estimado para ambos os anos de cultivo segundo o boletim FAO-56. Os dados foram agrupados por estádios de desenvolvimento fenológicos do trigo, sendo eles: emergência; perfilhamento; floração; maturação e colheita. No ano de 2016, a ETo média foi de 3,49 mm e 3,23 mm para 2017. Os coeficientes de evaporação de água no solo foram de 0,72, 0,52, 0,39, 0,58 e 0,13 em 2016 e 1,03, 0,96, 0,65, 0,34 e 0,51 em 2017 nos estádios de emergência, perfilhamento, floração, maturação e colheita, respectivamente. Verifica-se a redução nos coeficientes de evaporação de maneira inversamente proporcionais ao aumento da área foliar da cultura, atingindo o máximo no período de florescimento. A medida que a cultura entra em senescência os coeficientes retomam o crescimento. Os dados evidenciam a importância da cobertura vegetal sobre o solo e pode subsidiar tomadas de decisão quanto ao manejo de irrigação, com turnos de rega mais espaçados por exemplo, o diminuirá a água livre para evaporação e, consequentemente, reduzindo as perdas por evaporação.


Palavras-chave


Água no solo