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Desenvolvimento em Cuiabá: uma perspectiva endógena e criativa
Nathalia de Pinho Markus

Última alteração: 25-10-18

Resumo


O marco teórico escolhido para sustentar o desenvolvimento socioeconômico de Cuiabá foi o da economia criativa (EC), que vem sendo discutida como uma nova possibilidade para o desenvolvimento em detrimento do modelo industrial tradicional. No Brasil, a economia criativa começou a adquirir importância e ser discutida após a realização em São Paulo da conferência da UNCTAD (United Nations Conference on Trade Develop), em 2004.

A economia criativa utiliza-se de outros conceitos, mas cria se próprio significado, tendo como base a criatividade, reconhecendo o valor da originalidade. Entrelaçando cultura, economia e tecnologias, para tanto propõe valorizar a autenticidade e o intangível da cultura, enfatizando a tecnologia, a mão-de-obra capacitada e a geração de propriedade intelectual.

E, desta forma, gerar produtos e serviços criativos que possuam valor cultural e também de valor de mercado, gerando renda, empregos, para promover o desenvolvimento, com a inclusão social e proporcionando uma maior diversidade cultural (UNCTAD, 2010).

De outro lado desenvolvimento endógeno, que pontua o desenvolvimento econômico ocorre em consequência da utilização do potencial e do excedente gerado localmente, analisando fortemente a questão territorial e os entornos institucionais e culturais. (BARQUERO, 2001)

Segundo a UNCTAD (2010) o papel dos governos é essencial na formulação de políticas que estimulem o desenvolvimento dos setores criativos capazes de torná-los competitivos e sustentáveis. Mas, considerando o endógeno, esta participação do governo não deve ocorrer de forma isolada da sociedade, deve haver governança, com iniciativas coletivas, com atores públicos e privados, desenvolvendo ações conjuntas.

Em Cuiabá o plano mais atual de desenvolvimento é o Plano Estratégico de Desenvolvimento de Cuiabá 2013-2023, no qual existem 15 objetivos estratégicos. Entretanto, em Cuiabá não há uma política específica para a economia criativa, somente indicações para isso, com objetivos consoantes com alguma parte da economia criativa, como apontado nos objetivos 5 e 7 do Plano Estratégico de Desenvolvimento.

 

 

 

 

 

 

 

Tendo em vista que o potencial da economia criativa só pode ser atingido quando quem trabalha com isso encontra acesso a capital, infraestrutura, regulação e mercados para concretizarem-se como valor monetário, é preciso uma avaliação do que se tem feito para que se permita que as oportunidades geradas com a economia criativa sejam concretizadas no contexto local, analisando a importância do local e a forma de governança para realização.

O problema levantado é como a economia criativa apresenta-se associada ao desenvolvimento endógeno? E após explicitado isso, existe potencial para alavancar o desenvolvimento do município de Cuiabá de forma endógena promovendo a melhoria da qualidade de vida da população através de atividades criativas?

Estas questões serão abordadas neste presente trabalho com o intuito de realizar uma análise teórica, apontando as possíveis contribuições da economia criativa para promoção do desenvolvimento endógeno e a possibilidade da realização em Cuiabá. Para isso, uma revisão teórica sobre economia criativa e desenvolvimento endógeno será feita, bem como serão identificados os principais setores criativos no município Cuiabá, a fim de demonstrar o potencial criativo da cidade e em qual setor criativo ele está inserido.


Palavras-chave


Desenvolvimento endógeno; economia criativa; Cuiabá

Referências


BARQUERO, Antonio Vázquez. Desenvolvimento Endógeno em tempos de globalização.Tradução: Ricardo Brinco. Fundação de Economia e Estatística, 2001

UNCTAD. Relatório da economia criativa. 2010. Disponível em: < http://unctad.org>. Acessoem: 13 de junho de 2018.