Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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A CULTURA ANALISADA PELO DISCURSO DA EMERGÊNCIA DA IMAGEM NO GRAFITE - “COMO NOS OLHA O QUE VEMOS”
Maria Regiane Barrozo, José Serafim Bertoloto

Última alteração: 18-10-18

Resumo


 

Trata-se de uma proposta de um discurso de análise e interpretação a respeito de Arte e Cultura contemporâneas. O grafite enquanto arte visual, manifestação sócio-política, de execução fluida e quase instantânea, é o objeto utilizado para interpretação da análise não somente do seu conteúdo – imagens/protestos, informação/comunicação – mas do discurso que o traz à emergência no cenário cultural contemporâneo, sob o referendo das Artes e da Comunicação.

Metodologicamente, a discussão crítica a partir de análises teóricas que já trazem o conteúdo da imagem como destaque para reflexões socioculturais (ALLOA, BRAH, GILROY, DIDI-HUBERMAN, HUYSSEN, RANCIERE) será utilizada, inicialmente, para confrontos com conteúdos da cultura enquanto comunicação para então, considerar os problemas e questionamentos que operam este trabalho. Dentre estes, um objetivo específico se concretiza na particular inquietação e inclinação de pesquisa, o qual se refere ao vetor Imagem, que se manifesta na arte grafite e como, por quê, de que modo se articula a Comunicação nesta manifestação artística, servindo-a como veículo de informação em uma contemporaneidade tecnológica e veloz, de desconstrução do espaço-tempo.

Com essa reflexão, pretendo elaborar um discurso teórico de análise e compreensão da cultura contemporânea através da arte. Dentro dos recortes para Arte e Contemporaneidade, o intertexto entre grafite e comunicação no século presente se relaciona com o fenômeno Pop no século XX, ocorrido entre a arte música e identidade cultural negra (Gilroy, 2001). Ambas as correlações estão ligadas a contextos diaspóricos. A primeira à diáspora africana e a segunda, podemos falar em uma diáspora dos refugiados do século XXI, ainda em curso. Este último - lugar de onde eu falo temporalmente - apresenta o deslocamento que permite as reinvenções e os devires artísticos em âmbito de fenômeno.

Fato que me coloca diante de uma permanente observação e pesquisa, porém, o início desta, pretendo fazer aqui, com uma pesquisa de análise discursiva e interpretativa, propondo relações teóricas de sentido para compreensão da emergência do grafite atualmente sob o discurso imagético que carrega, o qual, por sua vez, insurge na dinâmica comunicacional que supostamente, atende ao novo atravessamento e autonomia de olhares/apreensões/compreensões/ações que configuram a cultura contemporânea e seu processo de comunicação.

Artes da imagem como fenômeno contemporâneo. Esse é o discurso apresentado como reflexão que a proposta de pesquisa anima para o pensamento em cultura/comunicação em tempos visuais de arte grafite.