Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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O Ensino de Geografia para alunos surdos em Cuiabá-MT
Paloma Feitosa Novais, Marcia Ajala Almeida

Última alteração: 26-10-18

Resumo


Este estudo teve como objetivo analisar o processo de ensino de Geografia para alunos surdos no município de Cuiabá-MT que ocorreu entre 2015 e 2016, refletindo sobre as políticas públicas que norteiam esse processo e a fim estimular o debate acerca do tema aqui abordado, através de pesquisa qualitativa e de campo. Após levantamento de dados nas Secretarias Estadual e Municipal de Educação, o presente trabalho teve como foco a Escola Estadual Raimundo Pinheiro, o Centro Educacional Profª Arlete, e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), através de observação nas aulas de geografia e entrevistas com os indivíduos envolvidos. O Ensino de geografia auxilia o aluno á compreender o mundo, a entender a relação sociedade e natureza e se reconhecer como indivíduo que faz parte desse processo, sendo assim a geografia deve auxiliar, de maneira significativa, para a formação de sujeitos críticos e autônomos, contribuindo para que estes sejam capazes de compreender a produção e a organização do espaço.

No que se refere à educação inclusiva, Dias (2013) entende como um processo que torna ampla a inserção de todos os educandos no ensino regular nas mais variadas categorias do processo de aprendizagem. No entanto, para a inclusão nas escolas é fundamental um ambiente propício e principalmente a capacitação dos educadores. Os professores também são prejudicados, pela falta de capacitação, criando assim, um círculo vicioso que não contribui para a eficácia da inclusão escolar.

Ensinar Geografia para um aluno surdo é um desafio, porém precisa ser visto como algo que faça parte do cotidiano do professor, ou seja, deve estar incluso em sua rotina desde o seu planejamento. Não deve ser visto como uma aula show, ou algo muito diferente do que um bom professor já faz, como qualquer outro aluno que possua dificuldade de aprendizagem. O fato de não dominar a Libras, deixam os professores inseguros, porém, o que importa para o aluno surdo, é ser visto, é fazer parte da aula. Ou seja, o aluno surdo é imagético, ele precisa da imagem, muito mais do que os outros alunos para alcançar o aprendizado. Sendo assim, uma aula rica em imagens, já proporciona maior participação desse aluno surdo e não retira tempo e aprendizado dos alunos ouvintes, pelo contrário, acrescenta aprendizado para os mesmos também.

Os alunos surdos enfrentam muitas limitações para participar na educação escolar relacionada à comunicação, as metodologias de ensino inadequadas e ausência de capacitação dos profissionais que atuam com esses alunos. Além disso, a exclusão agrava ainda mais a aprendizagem. Dessa forma faz-se necessário pensar em metodologias de ensino-aprendizagem para que os alunos surdos possam compreender a realidade em que vivem.

Sabe-se que o processo de inclusão no Brasil tem evoluído, porém ainda falta muito a se fazer, todas as pessoas devem ter acesso a direitos básicos como moradia, saúde, educação e, todos esses direitos são garantidos por lei, porém, percebe-se que na realidade os alunos têm tido seus direitos excluídos, principalmente os alunos especiais.


Palavras-chave


Inclusão; Surdez

Referências


DIAS, E. C. R; PORTELA, M. B; VIANA, B. A. S. Ensino de Geografia para o deficiente auditivo: estudo de caso da unidade escolar Matias Olímpio de Teresina-Piauí. Form@are. Revista do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica/Universidade Federal do Piauí, Teresina, v. 1, n.1, p. 80-106, jul. / dez. 2013.