Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA FOTOCATALÍTICO HERMÉTICO PARA TRATAMENTO DE EFLUENTES CONTAMINADOS POR AGROTÓXICOS
Lucas Balsan

Última alteração: 06-11-18

Resumo


Em consonância com a obrigatoriedade de posse do pátio de descontaminação para pessoas físicas e jurídicas de empresas de aviação agrícola, exigida pela Instrução Normativa N° 02, instituída pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, este projeto propôs avaliar e desenvolver um modelo aprimorado do item requerido na instalação do pátio, denominado reservatório de retenção, solarização e de evaporação da água de lavagem das aeronaves agrícolas. O sistema exigido pela normativa, por ser aberto ao ambiente externo, possui fatores de riscos ecológicos e sobre a saúde humana devido à alta exposição aos vapores tóxicos exalados ou por contato direto com o efluente contaminado na ocorrência de quedas acidentais no interior do reservatório. O desenvolvimento de um sistema hermeticamente fechado, para reter, solarizar e evaporar a água, com o aproveitamento da luz do Sol, pressupôs mitigar os riscos de contaminação e custos energéticos. O sistema consistiu em utilizar duas formas de energia catalisadoras de reações químicas, o calor e a luz, para promover a degradação e/ou interconverção das moléculas orgânicas bioativas imidaclopride e metomil. Construíram-se dois tanques reatores hermeticamente fechados, um escuro com tampa de alumínio tingida de preto fosco, potencializando absorção de luz solar para geração de calor e o segundo aberto para a entrada de luz, por meio de uma tampa de vidro transparente, promovendo a atuação do efeito estufa. Por comparação entre os dois reatores, é possível avaliar a interferência térmica separadamente da térmica luminosa sobre a catálise das reações de desativação biológica dos dois princípios ativos fitossanitários. O segundo tanque reator, exposto à luz do Sol, possibilita a fotólise dos pesticidas que não tenham sido degradados pela ação da energia térmica sobre o efluente que fluiu pelo primeiro reator, além de gerar calor mediante o efeito estufa, favorecido pelos aspectos construtivos do segundo tanque. O monitoramento da temperatura do efluente contido no sistema foi realizado por meio de sensores instalados dentro dos reatores. Para a temperatura e umidade do ar do ambiente externo, a coleta de dados se deu por intermédio de um sensor com a função datalogger programada para registrar dados de 10 em 10 minutos, a fim de avaliar a interação das condições do ambiente externo com o sistema de tratamento. A variação da luminosidade diária foi amostrada com um luxímetro portátil, mensurando a contribuição energética de luz solar sobre o sistema, cujos valores apresentaram-se entre 1.225 e 10.000 lux no alvorecer e entardecer com picos por volta de 110.000 e 140.000 lux no intervalo das horas de maior insolação (10h ás 14h). As temperaturas atingidas pelo efluente dentro do reator escuro alcançaram picos máximos e mínimos em torno de 72 a 52 °C respectivamente, que representam uma faixa adequada para favorecimento das reações químicas de degradação de moléculas orgânicas. No segundo reator, as máximas foram de 66 °C, próximo ao meio dia e mínimas em torno de 23 °C no início e final do dia. Os futuros ensaios submetendo os pesticidas ao sistema de tratamento, avaliando sua eficácia e eficiência, ainda serão realizados.

Palavras-chave


Palavras-chave: catálise heterogênea, imidaclopride, metomil, energia solar.

Referências


BRASIL. MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/GM. Instrução Normativa nº 2, de 03 de janeiro de 2008.