Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Facebook e feminismo: linhas de fuga das estudantes secundaristas no ciberespaço
Vanusa Barbosa Rodrigues

Última alteração: 20-10-18

Resumo


As redes sociais há algum tempo tem feito parte do cotidiano brasileiro, e do mundo, como o meio mais atual de trocas de mensagens e compartilhamentos de dados. A comunicação mediada por computadores não é algo novo, porém na contemporaneidade ocupa um lugar privilegiado na sociedade. É por meio do protagonismo dos usuários e usuárias das redes que os movimentos sociais têm reformulado suas formas de atuações. Na esteira das apropriações dos sites de redes sociais e de seus recursos de interação, as/os ativistas encontraram nas redes uma forma de atuação e possibilidades de intervenção. O movimento que teve sua virada histórica com utilização da internet como instrumento de mobilização coletiva foi o feminismo. Por esse viés a pesquisa em andamento tem como tema o feminismo na rede social Facebook. Tem-se como objetivo geral mapear a relação entre o uso de redes sociais por jovens mulheres estudantes secundaristas, o ciberativismo e a construção de um novo fazer feminista. De forma específica também se pretende identificar quais temáticas feministas aproximam as jovens estudantes do ativismo nas redes, assim como analisar a possível relação das tensões escolares com manifestações ativistas das estudantes nas redes. Sendo assim, o apoio metodológico deste estudo é a pesquisa-intervenção utilizando o método da cartografia, conceito que nasce das leituras que Deleuze e Guattari fazem de Foucault. O método cartográfico se dá em um plano de intervenção e não em um campo. Assim parte-se dos pressupostos da micropolítica para traçar mapas, buscar fendas e atravessar as tramas em que os agenciamentos são produzidos. Para a construção de um mapa, temos em consideração o entendimento de que a pesquisadora que se orienta por referenciais da pesquisa-intervenção não possui neutralidade. Ser cartógrafa é não tomar lugar de sujeito ou objeto de si e da pesquisa. A própria pesquisa não é aqui entendida como parte alheia da vida, podemos assim dizer que a cartógrafa lê as linhas da vida vivida por ela. Por meio de uma conta de usuária, são feitas as inserções nos grupos, páginas, eventos, perfis que possam contribuir com a pesquisa, assim como análise de todo material gráfico, sonoro ou visual que venham a surgir no mapa. Dessa forma é apresentada brevemente nesta pesquisa parcial a análise de uma imagem captada na rede. Mapear os temas que aparecem sobre escola no espaço virtual do Facebook, tendo em perspectiva o feminismo e o ciberativismo tem-se provado um desafio nas formas de analisar as impressões obtidas do mapa. A transversalidade dessa pesquisa projeta uma análise que contemple essas nuances quando se volta para as subjetividades em fermentação no mapa.


Palavras-chave


Feminismo; Ciberativismo; Facebook.