Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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A TRAJETÓRIA DO MOVIMENTO LGBT NO BRASIL E A LUTA POR DIREITOS
Thiago Oliveira Rodrigues, Bruna Andrade Irineu

Última alteração: 15-10-18

Resumo


A trajetória do movimento LGBT no Brasil tem sido demarcada por um campo de tensão, repleto de contradições, avanços e retrocessos, contradições essas permeadas das relações polarizadas entre o Estado capitalista que permeia essas relações, mas também como a ética conservadora tem dirigido esse Estado, na sua organização tem avançado, pois o subjetivismo e a luta pelos direitos civis têm a relevante importância em diversos momentos, mas o movimento LGBT tem entendido que é preciso superar essas relações dentre outras que tem imposto relações de subalternidade à população LGBT, outro fator é o cotidiano permeado de violências e violações a essa população que cotidianamente se organiza e luta por Direitos Humanos, mas que luta também pela emancipação humana e política desses/as sujeitos/as. Nesse sentido, o presente resumo visa apresentar a questão político-organizativa do Movimento LGBT no Brasil, cujo marco histórico aqui delimitado situa-se no contexto de ditadura militar. As estratégias de organização do movimento LGBT neste contexto e a resposta do Estado autocrático burguês frente a essa questão, passando pela redemocratização até a constituição de 1988, a criação do grupo SOMOS, dentre outras importantes movimentações para inserção da homofobia na agenda política do país. Partiremos das categorias: Estado, movimentos sociais, direitos sociais e classe social para analisar a trajetória do movimento LGBT, observando em seus desafios políticos e organizativos, e qual a estratégia que o mesmo tem adotado no enfrentamento e denúncia as múltiplas violações que a população LGBT tem sofrido pelo Estado capitalista. Assim,frente a essa questão, podemos dizer também que cotidianamente os corpos das/os LGBT são violados, seja nas instituições estatais ou nas relações sociais baseada em padronizar a partir da heteronormatividade e de uma sociedade falocentrica, cujo poder macho, heterossexual e branco é imposto para o conjunto da sociedade. Logo, refletiremos sobre as perspectivas políticas, as correntes teóricas que contribuíram na organização da luta por reconhecimento das demandas LGBT por direitos sociais no âmbito do Estado capitalista, relações essas que podemos entender como conflituosa, permeada de contradições e de disputa política.


Palavras-chave


Estado, Movimento LGBT, Direitos Sociais; classe social.