Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

Tamanho da fonte: 
Índice de Área Foliar da área da Bacia do São Lourenço com dados do Satélite Sentinel
URSULA ALEJANDRA SALAZAR VARGAS

Última alteração: 26-10-18

Resumo


Um parâmetro biofísico da vegetação importante, o Índice de Área Foliar (IAF), é uma variável adimensional e uma relação entre a área foliar e a área de superfície unitária da unidade. Essa relação pode estar relacionada a processos de troca de vegetação, tais como fotossíntese, evaporação e transpiração, interceptação de chuva e fluxo de carbono.

O monitoramento de longo prazo do IAF pode fornecer uma compreensão das mudanças dinâmicas na produtividade e do impacto do clima nos ecossistemas florestais. Além disso, o IAF pode servir como um indicador de estresse nas florestas, portanto, pode ser usada para examinar as relações entre fatores de estresse ambiental e danos causados por insetos da floresta.

Novas plataformas e técnicas de sensoriamento remoto podem complementar a medida de IAF existente em terra. As medidas espacialmente explícitas do IAF extraídas de dados obtidos por sensoriamento remoto são um componente indispensável necessário para a modelagem e simulação de variáveis e processos ecológicos. Dado que o IAF permanece constante durante a alteração da resolução espacial, a estimativa do IAF de sensoriamento remoto permite um parâmetro biofísico significativo e uma variável conveniente e ecologicamente relevante para a pesquisa multitemporal em múltiplas escalas, variando da folha à paisagem e escalas regionais.

Nas últimas décadas, grande área da floresta Amazônica vem tendo intensamente modificada pela agricultura, pelos sistemas agroflorestais e principalmente pela agropecuária. As variações naturais no IAF, altura e biomassa de algumas espécies, observam-se respostas às variações sazonais e interanual do clima e a umidade no solo, pois durante prolongados períodos de seca, as plantas podem responder ao estresse hídrico e limitações à transpiração através do fechamento dos estômatos, seguido de perdas das folhas e em casos extremos, mortes de partes das plantas.

A vegetação do cerrado compreende uma gama de fisionomias, de pastagens a formações arbóreas. A gradiente de densidade, altura e cobertura das espécies lenhosas resulta em diferentes fisionomias com um conteúdo cada vez mais lenhoso de campo limpo para campo sujo, campo cerrado, cerrado stricto (s.s) e cerradão.

Atualmente, o IAF pode ser calculado por meio de instrumentos sensores, como o ceptômetro, que oferecem boas perspectivas para obter medições confiáveis do IAF, os resultados obtidos com o uso deste equipamento podem servir para validar o IAF obtido por metodologias de sensoriamento remoto isto como uns dos objetivos da presente pesquisa. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho é a realização de mapeamento de Índice de Área Foliar em área de cerrado brasileiro, utilizando técnicas de Sensoriamento Remoto.

Dentro da metodologia como primeiro passo a coleta de dados será realizada com o ceptômetro dentro da área de estudo, posteriormente se realizará a comparação de esta informação com os resultados obtidos da imagem do satelite sentinel 2; considerar que antes de obter os resultados do  IAF as imagens deveram ser pré-procesadas mediante a utilização do software SNAP com a ferramenta Sen2cor, algumas correções serão feitas nas imagens, obtendo assim o produto final que será utilizado para fazer as comparações.