Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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A POLÍTICA CURRICULAR PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA NO ESTADO DE MATO GROSSO (2015 – 2018)
Eduardo de Lima Cunha

Última alteração: 20-10-18

Resumo


Esta pesquisa tem o objetivo de analisar concepções de currículo e de educação que subsidiam a produção da política curricular para o ensino de Geografia no estado de Mato Grosso. A partir do ano de 2015 a Secretaria Estadual de Educação Esporte e Lazer (SEDUC - MT) adotou, enquanto parâmetro curricular, um conjunto de objetivos de aprendizagem, que determinam os conteúdos da matriz curricular do ensino fundamental. Estes objetivos se encontram na plataforma on-line do Sistema Integrado de Gestão Educacional (SIGEDUCA). Foco os possíveis entendimentos acerca da política curricular na gestão Pedro Taques (Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB) (2015-2018) para o ensino da geografia, uma vez que são normatizados enquanto perspectivas educacionais do processo de ensino e aprendizagem para todas as áreas de conhecimento do ensino fundamental. Nesse sentido, a pesquisa tem como objetivo, analisar as concepções de currículo, de educação e de ensino que subsidiam o ordenamento curricular para a disciplina de geografia no ensino fundamental em Mato Grosso, buscando discutir as implicações deste processo, uma vez que sua organização por meio de objetivos de aprendizagem é anunciada como uma medida para garantir a melhoria de qualidade da educação no estado. Enquanto objetivos específicos a pesquisa buscará: 1. Analisar as concepções de ensino defendidas na política educacional de Mato Grosso; 2. Discutir as tendências teóricas que fundamentam o ensino de geografia, a fim de entender as concepções que permeiam a discussão curricular para esta disciplina. A pesquisa se baseia na abordagem teórico-metodológica do Ciclo de Políticas de Stephen Ball e Richard Bowe, que sugere certa descentralização de poderes que configuram as políticas públicas, se distanciando de uma perspectiva verticalizada. No campo da perspectiva pós-estrutural das políticas de currículo, busco suporte em Alice Casimiro Lopes e de Elizabeth Macedo, que compreendem o currículo enquanto prática de significação permitindo defender que não há uma definição fixa do que seja currículo. Com relação ao campo de estudo voltado a geografia, farei um levantamento das tendências e concepções de ensino voltadas ao currículo e ao ensino no intervalo dos últimos quatro anos.

Palavras-chave


Currículo, Política de Currículo, Objetivos de Aprendizagem, Ensino de Geografia.