Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

Tamanho da fonte: 
A RELAÇÃO DO PROFESSOR NATIVO E NÃO NATIVO COM A LÍNGUA PORTUGUESA: OBSTÁCULOS, DESDOBRAMENTOS E REALINHAMENTOS REFERENTES AO ENSINO DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ADICIONAL
Paula Tuany Silva Café

Última alteração: 18-10-18

Resumo


Dentre os vários assuntos que envolvem a aula de Língua Estrangeira (LE), a proficiência na língua ensinada é um dos mais abordados em relação ao professor. Embora se saiba que ser falante nativo não é competência suficiente para ser um bom professor de línguas, compreende-se que esse fator deve ser um aspecto facilitador no processo de ensino de uma língua estrangeira, uma vez que, espera-se do docente um domínio de sua língua materna, tanto no aspecto comunicativo, quanto diante de textos escritos e discorridos, que ao serem bem elaborados mostram um domínio da norma padrão. Com isso, tendo em vista os espaços significativos que a Língua Portuguesa vem se apropriando, cada vez mais, mais falantes de outras línguas têm se interessado em aprender a língua portuguesa. Dessa forma, o objetivo deste estudo é compreender o processo de formação de professores nativos e não nativos de Língua Portuguesa levando em consideração os obstáculos, desdobramentos e realinhamentos referentes ao ensino de português como língua adicional. O termo Português como Língua adicional (SCHLATTER; GARCEZ, 2012), parte da concepção de que o sujeito aprendiz não é um sujeito “raso” e passivo, ao contrário, ele é ativo, e possui um aparato de experiências e vivências, que interferem significativamente em todo processo de aprendizagem de uma nova língua, e essa visão por parte do docente, interfere significativamente na forma com que ele planejará, executará e refletirá suas aulas de línguas. Ainda que, já existem estudos que abordam o professor de língua estrangeira nativo e não nativo de língua inglesa (LONG, 1983; MEDGYES, 1994; BRAINE, 1999; COOK, 1999), os estudos em PLA estão em alargamento no Brasil. Portanto, a escolha desse tópico prende-se à necessidade de oferecer para o professor nativo/não nativo em formação, um melhor preparo teórico para suas aulas de PLA e, ao mesmo tempo, contribuir para o crescimento de estudos e pesquisas que têm o PLA como foco. Com base na formação de professores de PLA, nativos e não-nativos, considerando também suas respectivas formações, este estudo traz em seu cerne o referencial teórico de língua inglesa, que analisa e discute professor nativo e não nativo – de língua estrangeira (COOK 1999; 2008; MADGYES, 1992;1994; 2001;), sob o ponto de vista da Linguística Aplicada Critica e autores que discutem a formação do professor. Para tanto, faz-se necessário discutir o desenvolvimento do ensino de PLA no Brasil, e definir alguns posicionamentos relevantes acerca do ao professor nativo e não nativo de línguas. Os sujeitos da pesquisa serão professores nativos e não nativos de português como língua estrangeira, localizados no Brasil e no exterior; os dados serão coletados por meio de formulários, questionários online com perguntas objetivas/subjetivas, relatos retrospectivos e entrevista dos sujeitos selecionados, observações não participantes e gravações de algumas aulas.

 


Palavras-chave


Português língua adicional; Formação docente; Falante nativo e não nativo.

Referências


BRAINE, G. (Ed.) Non-native educators in English language teaching. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum. 1999.

COOK, V. Going beyond the native speaker in language teaching. TESOL Quarterly, 33(2), (1999).  185-209.

COOK, V. Second Language Learning and Language Teaching.  Euston Road, London; Hodder Education, 2008 p. 170 – 193

LONG, M. H. Native-speaker/non-native speaker conversation and the negotiation of comprehensible input. Applied Linguistics 4(2), 1983, p. 126-141.

MEDGYES, P. (1999). Language training: A neglected area in teacher education. In G. Braine (Ed.), Non-native educators in English language teaching (pp. 177–195). Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum.

MEDGYES, P. Native or non-native: Who’s worth more? ELT Journal, 46 (4), (1992). 340–349.

MEDGYES, P. The non-native teacher. Houndsmills: Macmillan; (1999). (Revised second edition). Ismaning: Hueber Verlag. (1994).

MEDGYES, P. When the teacher is a non-native speaker. In M. Celce-Murcia (Ed.), Teaching English as a second or foreign language, Third edition Boston: Heinle & Heinle. 2001 428 - 442.

SCHLATTER, M.; GARCEZ, P. M. Línguas adicionais na escola: aprendizagens colaborativas em inglês. Erechim: Edelbra, 2012.