Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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UMA ANÁLISE INTERPRETATIVA DA MULHER NEGRA NO CIBERESPAÇO
Mory Marcia de Oliveira Lobo Oliveira Lobo

Última alteração: 17-10-18

Resumo


O projeto em voga apresenta uma análise interpretativa da mulher negra no ciberespaço  tendo como objetivo compreender a partir desse campo, as representações discursivas manifestas por mulheres negras brasileiras, buscando identificar se há deslocamentos identitários e em quais contextos esses discursos são materializados. Busca-se também,  descobrir os mecanismos  utilizados para sedimentar esses discursos relacionando com a formação do pensamento racial no Brasil. Portanto, o desenvolvimento da pesquisa será direcionada às mulheres negras que consomem e produzem, tecnologia nas redes sociais. Desta forma, pretende-se transitar no percurso do trabalho por diferentes áreas cientificas como: história, sociologia, antropologia, psicologia, educação e computação investigando os processos de construção imagética e possivelmente as  consequências psicológicas e sociais utilizando comunidades virtuais como campo de observação por ser este um espaço de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço. Para empreender todo o percurso delineado, foi necessário partir do seguinte questionamento: Quais códigos subjetivos e transicionais estão empreendidos e representados pelo discurso de empoderamento da mulher negra brasileira no ciberespaço? A metodologia utilizada a campo desenvolverá um estudo Netnográfico pela abordagem qualitativa utilizando como ferramenta a Análise de Discurso no Modelo Francês. A relevância da pesquisa em questão deve-se a ênfase de visibilidade especulativa de estudos que contextualize o discurso subjetivo desta Mulher Negra e suas formas de representar sua identidade em contraponto a Neurose Colonial trabalhada por Frantz Fanon a fim de aprofundar como essas bases identitárias localizadas são representadas no processo de descolonização em que autores como: Bel Hooks, Nilma L. Gomes, Ângela Davis, Aimé Césaire Kabenguele Munanga entre outros, reconfiguram essas análises à luz de contextos inerentes a sujeitos de cor nas sociedades estratificadas. Desta forma, as hipóteses e dados levantados a respeito das Comunidades Virtuais serão trabalhadas sob a ótica de Pierre Levy, Manuel Castells, Stuart Hall e Theodor Adorno. Espera-se que os caminhos delineados para a pratica da pesquisa dialogue com as perspectivas dadas à comunicação em rede e seja esse instrumento em sua pedagogia da imagem virtual dotado de expressão comunicativa e sofisticada, eficaz para interpretar os processos representacionais de condições existenciais da Mulher Negra brasileira no ciberespaço.

 


Palavras-chave


mulher negra. análise, ciberespaço

Referências


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