Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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"Índios arredios, índios civilizados e as relações com os colonizadores em Mato Grosso, séculos XVIII e XIX"
Francieli Aparecida Marinato

Última alteração: 22-11-18

Resumo


A presente comunicação propõe-se a discutir as relações interétnicas na situação colonial de Mato Grosso entre fins do século XVIII e o início do século XIX, enfatizando nessas relações a necessidade do colonizador de dominar e/ou aliar-se a grupos indígenas. Na documentação impressa já bastante conhecida e referenciada na historiografia de Mato Grosso, constituída por legislações, relatórios governamentais e pelos anais das vilas existentes, encontramos referências ao elemento indígena compondo a população colonial, como mão de obra necessária na execução de todos os empreendimentos e, sobretudo, com um papel fundamental para direcionar os colonizadores no desbravamento do território. Essa documentação já permite demonstrar uma de nossas hipóteses de pesquisa, que é a de que a expansão do processo de colonização nesta região central do Brasil só foi possível graças ao estreitamento das relações entre os colonizadores luso-brasileiros e a diversificada população nativa aqui existente, que não foi apenas rechaçada ou eliminada, mas absorvida entre a população que se estabelecia e integrada à esfera socioeconômica e política local. Inclui-se nesse processo a demarcação das fronteiras com as possessões espanholas e o domínio do território pelos lusos-brasileiros, que demandou a habilidade em manter povos indígenas aliados, tanto os já aldeados e civilizados, como os povos arredios. Assim, nos propomos a debater algumas premissas de uma pesquisa ainda em fase de delineamento e que busca elementos para se aprofundar na vasta documentação manuscrita referente ao recorte temporal, disponível no Arquivo Público de Mato Grosso.


Palavras-chave


Povos indígenas; Colonização; Mato Grosso.