Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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A Dinâmica do Conhecimento Empírico dos Trabalhadores Informais de Alimentos Hortifrutigranjeiros em Rondonópolis-MT
CLAUDIO ADAO TEODORO, CLAUDIO ADAO TEODORO, ANTONIA MARILIA NARDES

Última alteração: 31-10-18

Resumo


A informalidade é um resultado decorrente das relações econômicas heterogêneas que fazem parte de um conjunto de estrutura políticas e econômicas de mercado. Sobretudo, este processo é impulsionado pelas empresas pelo fato da inserção das tecnologias informacionais que vem provocando elevado grau de dispersão de desempregados em várias cidades do Brasil. Na área urbana de Rondonópolis, os impactos das transformações societárias é visível quando se trata da caracterização da informalidade em relação aos agentes de vendas de alimentos hortifrutigranjeiros em locais onde o fluxo econômico é dinâmico. Objetiva-se então, avaliar o conhecimento dos atores envolvidos na informalidade de alimentos para avaliação de conhecimento técnico. A metodologia aplicada fundamentou-se primeiramente pela observação in loco com o uso de técnica de levantamentos dos pontos dos locais de maior fluxo, em que o pesquisador tornou-se um agente no processo, participando da realidade nos fatos e fenômenos pesquisados. Os pontos marcados com Sistema de Posicionamento Global (GPS) Garmin, constituiu-se no aferimento dos locais observados. Após o tratamento dos dados as informações serviram para a elaboração dos mapas temáticos, tabelas e gráficos. O questionamento deu-se por meio de entrevista estruturada com ênfase ao conhecimento profissionalizante. Em consonância, a maioria dos trabalhadores informais não possui nenhum curso profissionalizante. De modo que, em grande parte os envolvidos revelaram não possuir o ensino fundamental completo, ou seja, são semi analfabetos, e reiteraram com a metáfora: “somos bons para contar dinheiro”. Em termos gerais, o estudo qualifica que a maioria dos trabalhadores gostariam de estudar para ter conquistado uma profissão. Vários relatos de trabalhadores afirmaram que começaram suas atividades desde a infância na área rural, o que dificultou estudar. Ratificam que mesmo com todo o sacrifício e a falta de conhecimento, conseguiram uma vida com dignidade. Nos termos práticos, o deslocamento a campo nos revelou a realidade desta classe trabalhadora que atua com experiência empírica adquirida ao longos dos anos. Sendo assim, a cultura deste conhecimento gerado é repassada de pai para filho. Sobretudo, mesmo que avaliada obsoleta diante do modelo comercial exigido pelas normas de fiscalização, a interação comercial de compra e venda é bem aceita pela sociedade em geral. O conhecimento empírico da atividade exercida mantém o mercado da informalidade competitiva. Portanto, os relatos demostraram que é necessário buscar novos produtos e criar formas dialéticas de interatividade com o “freguês”, mantendo a inovação para garantia média diária, pois, as mercadorias na maioria das vezes são repostas diariamente pelos centros de distribuição, bem como, por pequenos produtores de povoados circunvizinhos, garantindo a rotatividade e o desempenho econômico das atividades informais locais.


Palavras-chave


Informalidade, Trabalhadores, Empírico.