Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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IDENTIDADES NEGRAS E BRANCAS EM SUAS DIMENSÕES ESTÉTICAS (CABELO AFRO) E CORPÓREAS NO CONTEXTO DAS AÇÕES AFIRMATIVAS DA UFMT
Tatiane de Oliveira, Sérgio Pereira Santos

Última alteração: 17-10-18

Resumo


Esta pesquisa de mestrado em educação, em andamento, versa sobre a (re)construção das identidades negras, no contexto das ações afirmativas e das relações raciais na UFMT. A universidade, além de transmitir conhecimentos científicos, é responsável pelos saberes sociais e culturais, além de oportunizar e estimular reflexões do sujeito como ser humano. Neste processo de humanização e valorização, as questões raciais se fazem essenciais para se problematizar padrões e estigmas produzidos historicamente com critérios raciais e sociais. No aspecto físico, os fenótipos da população negra, como, a cor da pele, boca, nariz e principalmente o cabelo, para as mulheres e homens, ficam expostos, e, essa visibilidade, facilita a (re)produção do preconceito e do racismo. O objetivo geral da pesquisa é compreender os processos de (re)construções identitárias dos/as acadêmicos/as negros/as da UFMT, considerando as suas trajetórias de vida, no que tange aos seus processos de (re)construção de suas identidades a partir de suas estéticas, compreendendo os processos de afirmação/negação ou de negociação dos seus “sinais diacríticos” (BARTH, 1998) no espaço universitário. Identificaremos as formas e as ações/intervenções em relação as estéticas dos/as negros/as, realizadas por professores/as em sala de aula ou fora dela, pela gestão dos cursos e discentes; também investigaremos se há conflitos raciais entre os/as acadêmicos/as no que tange ao corpo, ao cabelo e a estética negra quanto as dinâmicas dos privilégios simbólicos da identidade branca e as negações da estética negra ou vice-versa. A pesquisa problematizará: como acontecem e quais são as vivências e as sociabilidades universitárias no tocante as formas de lidar com a visibilização das identidades negras, seja pela estética, corpo e cabelo, no contexto das ações afirmativas na UFMT? Quais os mecanismos e as formas de potencialização ou de preconceito e de discriminações raciais referentes aos sinais diacríticos das identidades negras na UFMT? Qual o significado da branquitude em relação a identidade branca no processo relacional com as identidades negras no contexto das ações afirmativas da UFMT? O aporte teórico sobre as relações raciais brasileiras será: Paixão (2014), Guimarães (1998), Seyferth (1995). Sobre identidade temos: Hall (2015), Gomes (2002), Cuche (2002); sobre ações afirmativas há: Santos (2016), Siss (2003), Feres (2008). O locus da pesquisa será a UFMT, campus Cuiabá; os sujeitos pesquisados serão os/as acadêmicos/as e professores brancos/as e negros/as de alguns cursos. A metodologia terá uma abordagem qualitativa, utilizando narrativas de vida (BERTAUX (2010), por meio de entrevistas semi-estruturadas e observações participantes em espaços da UFMT que discutem as identidades negras e brancas.



Palavras-chave


Identidades. Relações Raciais. Negritude. Branquitude. Ações Afirmativas