Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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PROCESSO METODOLÓGICO DO APRENDER A LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA POR/DA/PARA A LÍNGUA DE SINAIS BRASIELIRA
Daiany Christina Silva dos Santos

Última alteração: 18-10-18

Resumo


Com a implementação da Lei de Nº 10.436 do dia 24 de abril de 2002 a Língua de Sinais Brasileira (LSB) passar a ser reconhecida como uma das línguas dos pais. O DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005, que regulamenta a referida lei dispõe em seu capítulo 2 Art. 3º sobre a LSB como disciplina curricular no ensino superior, obrigatoriamente nos cursos de licenciaturas, nos cursos de fonoaudiologia e cursos na área da saúde. Contudo, houve uma crescente demanda por profissionais para atuarem como professores de LSB nesse âmbito da educação. Com tal oferta, há uma preocupação com o caminho de aprendizagem percorrido por profissionais e aprendentes no ensino superior. Em nossa pesquisa, consideramos a aprendizagem da LSB como língua adicional.  Leffa e Irala (2014) refletem sobre que, no processo de aprendizagem de uma língua adicional, as conexões possíveis vão muito além da sala de aula, são de perspectiva ampla, passando por um desenvolvimento histórico-cultural. O professor de língua não atua sozinho, pois precisa da participação de outros nesse processo. Esse é um viés que desemboca no viés Bakhtiniano, sendo relevante para essa pesquisa, pois vê a interação como algo fundamental no processo de aprendizagem de uma língua, no nosso caso, a LSB. Esta pesquisa tem como objetivo compreender o processo metodológico da LSB por parte dos envolvidos nesse caminho. A LSB não deve ser compreendida meramente como uma tradução da língua oral predominante no país, ou seja, vista apenas como uma tradução literal do português para a LSB, mas sim compreendê-la como uma língua independente das línguas orais, com suas regras e estrutura própria, considerando a visualidade da língua e respectivamente a do sujeito usuário da mesma.

Palavras-chave: Língua de Sinais Brasileira, Aprendizagem da Lingua de Sinais Brasileira, processo metodológico da Lingua de Sinais Brasileira.


Palavras-chave


Língua de Sinais Brasileira, Aprendizagem da Lingua de Sinais Brasileira, processo metodológico da Lingua de Sinais Brasileira.

Referências


BRAIT, B; MELO, R. de. Palavra. In. Bakhtin:conceitos chave. Beth Brait (org.) São Paulo: Contexto, 2017

BRASIL. Decreto nº 5626, de 22 de dezembro de2005. Regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais- Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Brasília, 22 de dezembro de 2005; 184o da independência e 117o da República. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/civil_ 03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htmAcesso em: 21/08/2018.

DUARTE, Anderson Simão. Ensino de libras para ouvintes numa abordagem dialógica: contribuições da teoria bakhtiniana para a elaboração de material didático. Dissertação de Mestrado. UFMT. 2011.

LEFFA, Vilson J.; IRALA, Valesca B. Uma espiadinha na sala de aula: ensinando línguas adicionais no Brasil. Pelotas: Educat, 2014, p. 21-48.