Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Perfil de ácidos graxos e qualidade da gordura subcutânea de suínos em terminação suplementados com cromo e selênio orgânico
Eduardo Viana Ferreira

Última alteração: 22-10-18

Resumo


A suplementação com micro minerais essenciais no metabolismo de lipídeos e carboidratos, tem sido uma alternativa na produção para melhorar o desempenho, qualidade da carcaça e redução da deposição de gordura, bem como alterações no perfil de ácidos graxos e a qualidade da carne. Avaliou-se o perfil de ácidos graxos da gordura subcutânea de suínos suplementados com cromo e selênio orgânico na fase de terminação, iniciada em momentos diferentes, e para isso utilizou-se 24 carcaças com peso médio de 92,70 ± 6,35 kg, de suínos híbridos comerciais, machos castrados de mesma linhagem genética. As dietas dos animais que originaram as carcaças foram consideradas os tratamentos, de acordo o esquema: 1) controle - dieta basal sem suplementação de Cr e Se orgânicos dos 70 aos 130 kg de peso vivo (PV); 2) CrSe70 - dieta basal com inclusão de 500 g ton-1 de Cr e Se orgânico dos 70 aos 130 kg de PV; 3) CrSe100 - dieta basal sem inclusão de Cr e Se orgânicos dos 70 aos 100 kg de PV, mas com inclusão de 500 g ton-1 de Cr e Se orgânico dos 100 aos 130 kg de PV. Fragmentos da gordura subcutânea da região da primeira vértebra lombar (L1) para posterior extração dos lipídeos, separação e detecção dos ácidos graxos por meio de cromatografia gasosa. Os dados foram submetidos a análise de variância simples e em caso de diferenças significativas (P≤0,05), as médias foram comparadas pelo teste Tukey. A suplementação de Cr e Se orgânico não alterou (P>0,05) o perfil e os grupos de ácidos graxos, bem como os índices de qualidade dos lipídios. Os resultados significativos foram na redução da concentração do ácido graxo C22:0 (P=0,0234), dos 100 aos 130 kg de PV não diferindo do grupo controle. E os ácidos C20:5n3 (P=0,0132) e C24:1n9 (P=0,0452) reduziram a partir dos 100 kg de PV, sem diferir dos animais suplementados a partir dos 70 kg de PV, mas sim do controle. A proporção ω-6:ω-3 (P = 0,0166) e o tamanho da cadeia de carbonos (P=0,0288) aumentaram nos animais suplementados, mas ambos não diferiram do controle. A atividade das enzimas Δ-6 desaturase, elongase, Δ-5 desaturase associadas, aumentou (P=0,0198) nos animais suplementados a partir dos 100 kg de PV comparado ao controle, porém igual aos animais suplementados a partir dos 70 kg de PV. Concluiu-se que a suplementação de Cr e Se orgânico não altera o perfil de ácidos graxos e não melhora a qualidade da gordura, independente do momento do início da suplementação.

Palavras-chave


Minerais orgânicos; Ácidos graxos; Qualidade gordura.