Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, X Mostra da Pós-Graduação: Direitos Humanos, trabalho coletivo e redes de pesquisa na Pós Graduação

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Terceirização em Mato Grosso: A Precarização Social do Trabalho no Setor Bancário
Manoel Benedito do Espirito Santo

Última alteração: 22-10-18

Resumo


Nossa pesquisa busca analisar dentro da fase atual do capital, a consequência da terceirização na deterioração das relações de trabalho, na precarização estrutural do trabalho assalariado e na redução de postos de trabalho formalmente contratados pelo setor bancário. O setor bancário no Brasil, é um dos que mais lucram em nossa economia e que semestralmente apresentam evolução em seus resultados financeiros, resultados estes sempre enaltecidos pela imprensa nacional, destacando os grandes conglomerados financeiros de nosso país. Este setor apresenta sempre altos indices de crescimento em seus lucros, revelando uma acumulação do capital acima até mesmo de outros setores da economia, favorecendo o enriquecimento de seus grandes acionistas e controladores, estabelecendo um abismo cada vez maior entre ricos e pobres. A classe trabalhadora tem uma participação muito forte e decisiva na geração desse acúmulo do capital, porém, a sua retribuição é minima na apropriação dos lucros gerados. Os bancos atuam como grandes conglomerados financeiros no âmbito nacional, possuem milhares de empregados diretos, porém, é um dos setores da economia que mais utilizam a mão de obra terceirizada. O setor bancário é um dos segmentos que mais demitiu trabalhadores nas últImas décadas, sendo que além de diversos fatores como a automação bancária; a terceirização foi um dos que contribuiram para esse processo de enxugamento dos custos e otimização das receitas. A terceirização e a precarização nas relações de trabalho no setor bancário, objeto da nossa pesquisa e pré-projeto, teve a sua nascente nas mudanças neoliberais implantados no Brasil, principamente a partir da década de 90 do século XX. Numa visão extremamente atrelada e subserviente ao capital internacional, em fiel cumprimento ao ditames da “Cartilha Neoliberal”, os governos dos presidentes Fernando Collor de Melo e do presidente Fernando Henrique Cardoso, efetuaram diversas desregulamentações na economia e também nas leis trabalhistas, alterando as regulações de trabalho, flexibilizando a contratação, demissão e remuneração do trabalho, principalmente a partir das “leis de terceirização e do trabalho temporário”. Dessa forma, com a disseminação das idéias neoliberais, com a ampla adesão do Estado e do empresariado nacional e a partir das flexibilizações das leis trabalhistas, aprovadas pelos governos citados, situação esta que colidiu com as premissas de proteção do trabalhador normatizadas em nossa CLT-Consolidação das Leis do Trabalho; houve uma epidemia na terceirização do trabalho nos diversos setores de nossa economia. Enfatizamos que o setor bancário foi um dos setores que mais se apropriou dessa ferramenta de gestão empresarial, sempre focado nos seus lucros crescentes, não se importando num contexto social, com a precarização do trabalho. Nossa pesquisa, visa uma análise a partir das origens da precarização no mundo do trabalho, partindo de um histórico mundial, adentrando no contexto nacional e delimitando-se no setor bancário em Mato Grosso. Ressaltamos que tanto o objeto de estudo, quanto a metodologia estão em construção, sendo que atualmente estamos realizando a fase de revisão da literatura relacionada ao tema.

 

PALAVRAS CHAVES: Terceirização. Precarização. Desigualdade social.


 


Palavras-chave


Terceirização. Precarização. Desigualdade Social.