Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Mostra de Extensão

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EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE HANSENÍASE NO AMBIENTE ESCOLAR
SABRINA EDVIRGES GARCIA SILVA, Bruna Hinnah Borges Martins de Freitas, Fabiane Blanco e Silva

Última alteração: 27-09-17

Resumo


Fez-se oportuna a ideia de realizar atividades de educação em saúde com adolescentes nas escolas, pois esse ambiente favorece a formação de atitudes e valores que levam os escolares a terem comportamentos inteligentes e sociais, favorecendo a aprendizagem do conhecimento no que tange o contexto da hanseníase. Para tanto, foi necessário revelar as facilidades e dificuldades para a realização da atividade educativa. Trata-se de um relato de experiência acerca da execução de atividade de extensão focada na educação em saúde sobre a hanseníase realizada em dez escolas públicas estaduais da zona urbana de Cuiabá, envolvendo escolares de 10 a 14 anos matriculados entre o 5º e o 9º ano que estavam em sala de aula no dia da realização da atividade educativa. Foram considerados os princípios éticos da pesquisa envolvendo seres humanos, e após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Júlio Muller, sob parecer nº1.579.925, a pesquisa foi iniciada. Como dificuldade na efetivação da educação em saúde evidenciou-se falta de interesse dos escolares pela temática; pouca adesão e participação ativa nas oficinas; timidez ao expor opinião; espaço reduzido; ruídos e interrupções nos intervalos que culminava na falta de concentração e dispersão dos participantes. Em contrapartida a aplicação da oficina com um número reduzido de adolescentes foi essencial para garantir a atenção, envolvimento e melhor comportamento dos mesmos; o tempo estipulado para a aplicação das dinâmicas de educação em saúde foi suficiente; a escolha de dinâmicas lúdicas para a realização das atividades educativas oportunizaram a compreensão dos escolares, incluindo a técnica de dinâmica inicial de quebra-gelo que foi importante no primeiro contato por permitir a descontração e interação entre os aplicadores e participantes da oficina, além disso, no final da atividade educativa os escolares sentiram-se a vontade para falar sobre suas dúvidas e curiosidades. Mesmo ressaltando as dificuldades enfrentadas para a realização da educação em saúde, pode-se dizer que esta é uma estratégia essencial para promover a interação entre os adolescentes facilitando o modo de se expressarem. Considera-se importante a continuidade de estudos com esse público utilizando esse tipo de estratégia educacional.

Palavras-chave


Hanseníase, adolescente, educação em saúde, enfermagem

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