Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Mostra de Extensão

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BUSCA ATIVA DE HANSENÍASE NAS ESCOLAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALAN MAIQUE RIBEIRO FERNANDES DA COSTA, Natricia Pilar Cardoso Blank, Bruna Hinnah Borges Martins de Freitas

Última alteração: 27-09-17

Resumo


O Estado de Mato Grosso tem apresentado hiperendemicidade quanto à taxa de detecção de hanseníase em menores de quinze anos nos últimos anos, tratando-se, portanto, de um problema de saúde pública local. Para o controle e eliminação da doença, a busca ativa na comunidade escolar é apontada como uma das principais estratégias. Esta possibilita a detecção de casos novos de hanseníase na comunidade e, consequentemente, reduzindo a transmissibilidade da doença. O objetivo deste estudo foi relatar a experiência de discentes e docentes na busca ativa de Hanseníase na escola. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, de uma das ações do projeto de extensão denominado “PROHANSEN: Projeto de combate à hanseníase em menores de quinze anos em Cuiabá (MT)”, junto aos estudantes com idades entre 10 a 14 anos, matriculados em escolas estaduais do município de Cuiabá. O projeto, que ocorre paralelo a uma pesquisa, foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Júlio Muller sob o parecer 1.579.925. A busca ativa foi realizada por meio da Ficha de Autoimagem do Ministério da Saúde, seguindo o método espelho com os alunos que aceitaram participar. A ação foi realizada até o momento em 27 escolas, com 1.233 adolescentes, destes, 316 apresentaram suspeição para doença, pois relataram casos na família ou pessoas próximas e presença de manchas no corpo. Os indivíduos com suspeição pela ficha de autoimagem foram examinados dermatoneurologicamente, entretanto não foi detectado nenhum caso de hanseníase até o momento. Percebe-se pouco interesse por parte dos adolescentes e responsáveis pela temática e por essa estratégia de saúde, com pouca adesão dos mesmos. Essa limitação, certamente, influencia nos achados do estudo. Conclui-se que essa estratégia é essencial para detecção precoce de casos na comunidade, contudo a falta de conhecimento e atitude em relação à doença pelos adolescentes, família e comunidade prejudica na implementação da busca ativa através do método espelho.

 

 


Palavras-chave


Hanseníase, adolescente, enfermagem

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