Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Mostra de Extensão

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PERCEPÇÃO DE MANIPULADORES ACERCA DO RISCO DE OCORRÊNCIA DE DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS (DTA) DECORRENTE DE PRÁTICAS NA MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS
Camila Menezes Kamchen, Miriam Lucia Rocha de Carvalho Castro, Letícia Guimarães Perdomo

Última alteração: 27-09-17

Resumo


Conforme a OMS mais de 30% da população mundial é acometida por Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA). As DTA’s constituem um problema de saúde pública em nível mundial e estão frequentemente associadas a falhas na manipulação dos alimentos. A percepção de risco influencia no comportamento do indivíduo e no grau de precaução frente a situações que possam ocasionar acidentes ou doenças. A qualificação dos funcionários que trabalham na manipulação dos alimentos é de fundamental importância para que estes se conscientizem por meio de programas de capacitação, sobre sua responsabilidade e os cuidados que devem adotar para fornecer alimentos seguros. O objetivo desse trabalho foi avaliar a percepção de manipuladores acerca do risco de ocorrência de DTA’s antes e após a realização de um curso de capacitação em boas práticas na manipulação de alimentos. O curso teve duração de 12 horas e foi ministrado pelas acadêmicas participantes do projeto de extensão, após um período inicial de estudo e realização de seminários acerca dos temas do curso, seguido por treinamento das discentes pela equipe de docentes, a fim de habilitá-las para o desenvolvimento da atividade. Para avaliar a percepção dos manipuladores em relação ao risco de DTA’s decorrentes de práticas na manipulação de alimentos foi aplicado um instrumento antes do início do curso e ao final da atividade. O Formulário continha 7 questões referentes a práticas de higiene e manipulação de alimentos. Os resultados mostraram que a capacitação repercutiu de forma positiva no nível de percepção dos manipuladores. A questão que apresentou mais baixa percepção de risco pelos manipuladores de alimentos foi a relacionada ao risco de ocorrência de DTA’s após o consumo de vegetais crus. Por outro lado, a questão que despertou maior percepção de risco de ocorrência de DTA’s pelos manipuladores foi a que se refere a possibilidade de um colaborador doente contaminar os alimentos. Isso demonstra que os manipuladores têm a consciência de que indivíduos doentes ou portadores assintomáticos de microrganismos patogênicos podem contaminar os alimentos, não apresentando a mesma percepção quanto ao consumo de vegetais crus. Os resultados demonstraram que a capacitação contribuiu para melhora da percepção dos manipuladores de alimentos em relação ao risco de ocorrência de DTAS, contribuindo para a conscientização de que práticas corretas na manipulação de alimentos são essenciais para a oferta de alimentos seguros à população em geral.


Palavras-chave


percepção; risco de ocorrência de DTA; manipuladores

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