Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Mostra de Extensão

Tamanho da fonte: 
ATUAÇÃO DOS DISCENTES DE ENFERMAGEM NA REALIZAÇÃO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE HANSENÍASE COM ADOLESCENTES
Hellen Cristina Dias dos Santos Silva, Bruna Hinnah Borges Martins de Freitas, Fabiane Blanco e Silva

Última alteração: 27-09-17

Resumo


A hanseníase é uma doença multifatorial de origem milenar que ainda provoca estigma e preconceito na sociedade. Ela pode atingir todas as faixas etária estando mais evidente na população adulta, devido ao seu longo período de incubação, porém, os adolescentes menores de quinze anos estão mais vulneráveis por estarem em intenso convívio com os focos ativos de transmissão, tornando-se mais suscetíveis a adquirir a doença. Conforme o Ministério da Saúde uma das estratégias recomendadas para o enfrentamento da doença é a educação em saúde, capaz de promover a discussão, esclarecimento das dúvidas e troca de experiências. Diante do exposto, a escola se torna um ambiente bastante oportuno e favorável para a realização de ações com foco no controle e prevenção da hanseníase, visto que é na escola que começa a formação de atitudes e valores que levam o escolar a ter comportamentos inteligentes. O objetivo deste estudo é de relatar a experiência dos discentes do curso de enfermagem na realização de oficinas educativas sobre hanseníase com os adolescentes. Trata-se de um relato de experiência com os adolescentes com idades entre 10 a 14 anos, cursando do 5º ao 9º ano, matriculados nas escolas estaduais do município de Cuiabá, Mato Grosso. O projeto, que ocorre paralelo a uma pesquisa, foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Júlio Muller sob o parecer 1.579.925. Essas oficinas proporcionaram aos discentes a compreensão sobre a importância da realização de atividades de educação em saúde com foco no esclarecimento sobre a hanseníase. Durante a realização das oficinas foi possível identificar que os adolescentes pouco conhecem sobre a hanseníase, uma vez que, muitos deles não sabem diferencia-la de outras doenças, desconhecem sobre o diagnóstico, sinais e sintomas, transmissão e tratamento. Uma questão fortemente evidenciada nas falas dos escolares reflete ao estigma e preconceito em relação a enfermidade. Os adolescentes que sabiam falar algo sobre a doença disseram que teve ou ainda tem alguém na família portadora da hanseníase, mas os relatos foram superficiais. Portanto, considera-se as ações de educação em saúde fundamentais para dotar jovens de conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a ter autonomia e responsabilidade no próprio cuidado com a saúde, através do desenvolvimento da compreensão da situação de saúde, neste caso, relacionado a hanseníase. Para os discentes, o desenvolvimento da prática educativa consiste em respeitar o conhecimento baseado no senso comum, despertar sobre a atenção dos jovens sobre a hanseníase utilizando estratégias lúdicas e atuar como agente promotor da saúde.


Palavras-chave


Enfermagem, Educação em Saúde, Hanseníase

É necessário inscrever-se na conferência para visualizar os documentos.