Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Mostra de Extensão

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FORMAÇÃO INTERCULTURAL: QUEBRANDO BARREIRAS PARA TROCAS DE CONHECIMENTOS
LUANA ALEXANDRE CHAVES PEDRO, Larissa Rafaela de Souza Pinto, Mariuce Campos de Moraes

Última alteração: 27-09-17

Resumo


Resumo

Refletimos a partir do projeto de extensão desenvolvido pela UFMT, cujo objetivo é contribuir para a docência de Química de modo intercultural, buscando interação entre conhecimentos científicos e a ampliação de saberes culturais, superando assim dificuldades nessa área de conhecimento considerada difícil. Em especial, tratamos da relação com a educação escolar indígena que corresponde à primeira ação do projeto, em 2017. Percebe-se que as modalidades de educação escolar urbana e indígena são diferentes. Baniwá (2013) nos apresenta que a formação escolar dos povos indígenas incluem tanto os mecanismos próprios que transmitem conhecimentos, quanto os adquiridos formalmente nas instituições, dentre eles os conhecimentos científicos, desta forma dá-se visibilidade a sua identidade, aos costumes, culturas, histórias e línguas. Meliá (1999) apresenta que tal perspectiva está ligada a um conceito chamado alteridade que significa liberdade de ser ele próprio e, por sua vez, está relacionado a ação pedagógica que apresentam três principais eixos sendo a língua, a economia e o parentesco. Com base nisso, problematizamos nossa ação perguntando como motivar, ainda mais, povos indígenas a pensar em uma formação profissional? Para tanto, buscamos referência nas pesquisas educacionais qualitativas, por seu caráter interpretativo, fazendo um relato de experiência vivenciada na Escola Indígena Jula Paré, da Aldeia Umutina, localizada em Barra do Bugres, Mato Grosso. O projeto é desenvolvido por professores e acadêmicos da Licenciatura em Química em conjunto com o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Professores de Mato Grosso (CEFAPRO/ Tangará da Serra), sendo centrado no tema “Terra como princípio educativo”. Neste contexto, em julho deste ano, realizou-se a oficina “Química e sustentabilidade” que envolveu os conceitos de elemento químico, matéria, substância, sistema e produção de compostagem. Para além da abordagem teórica realizou-se uma atividade prática de confecção de composteiras. Realizou-se, ainda, uma roda de conversa, para que através desse diálogo fossem compartilhados relatos sobre tal experiência de docência. Freire (1997) nos lembra de que indivíduos que possuem diferentes culturas, tradições e costumes conseguem, a partir do contato, construir saberes, desde que haja respeito de ambas as partes, assim, conseguimos nos reconhecer  tanto como educandos quanto como educadores nesse processo. Entendemos que houve respeito à dupla missão que existe neste meio preocupando-nos com formação de qualidade e com alteridade. Dessa forma nos comprometemos em ampliar seus conhecimentos científicos da área da Química e propiciar que cada um utilize esse ensino de modo a se respeitar e respeitar a identidade cultural de seu povo.

Palavras-chave: Docência. Educação escolar indígena. Alteridade.

 


Palavras-chave


Docência. Educação escolar indígena. Alteridade.

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