Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Mostra de Extensão

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Um ano para agir contra a sífilis
Kennedy Oliveira Santos, Débora Caixeta Costa, Rafael França Vidal

Última alteração: 27-09-17

Resumo


Dentre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) mais frequentes na Atenção Primária destaca-se a sífilis, uma doença infecciosa sistêmica com diferentes vias de transmissão, classificações e manifestações clínicas. Sabe-se que a partir de 2014, o Brasil registrou aumento preocupante do número de casos de sífilis (em torno de 30 a 40%) entre adultos. Dessa forma, é fundamental que o acadêmico de medicina construa um conhecimento teórico-prático adequado, que o habilite tanto a lidar com o manejo clínico e terapêutico da sífilis, quanto a promover a prevenção desta doença através da educação em saúde. Assim, torna-se importante avaliar se o conhecimento discente sobre a sífilis está sendo aprimorado durante a sua formação acadêmica, principalmente ao considerar a relevância da aplicabilidade desse conteúdo na qualidade da sua futura assistência médica à comunidade. O objetivo do trabalho proposto foi verificar o nível de conhecimento sobre a sífilis dos acadêmicos de medicina nos diferentes momentos da sua formação universitária.Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, descritivo, com amostra de 149 estudantes de medicina. Foram aplicados questionários aos acadêmicos do primeiro ao oitavo semestre do curso, contendo perguntas gerais e específicas sobre a sífilis no que se refere à etiologia, transmissão, manifestações clínicas, classificação, diagnóstico e tratamento. Este projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa envolvendo Seres Humanos, sob o parecer Nº 2.047.777/2017. Verificou-se que quase 65,56 (44%) demonstraram desconhecer as principais formas de transmissão da doença e que somente 59,6 (40%) identificaram as manifestações clínicas da doença. Notou-se, também, maior prevalência de erros nos semestres mais avançados do curso. Portanto, há grande deficiência na construção de conhecimento básico por parte dos discentes, principalmente, quanto às formas de transmissão e às manifestações clínicas da sífilis. Dessa forma, tornam-se necessárias ações curriculares que supram as lacunas da formação médica relacionadas à construção do conhecimento básico e aplicado sobre a sífilis. Assim, a capacitação discente continuada e interdisciplinar é de fundamental importância, uma vez que os alunos atuarão frente a uma IST de alta prevalência e com a incidência lamentavelmente crescente nos últimos anos.


Palavras-chave


síflis; infecções sexualmente transmissíveis (ISTs); promoção de saúde.

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