Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Mostra de Extensão

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O uso de espaços não formais como recurso ao processo de ensino-aprendizagem
Aldelany Medeiros De Freitas Sousa, Nhaára Da Vila Pereira

Última alteração: 27-09-17

Resumo


A utilização de ambientes extra-escolares com a finalidade de desenvolver aprendizados é uma prática pouco explorada como estratégia de ensino-aprendizagem na educação formal. O presente trabalho faz uma reflexão sobre a expectativa do uso destes espaços como recursos adicionais para o desenvolvimento de atividades de ensino-aprendizagem. Muito se discute quanto ao melhor local para se ter um ensino de qualidade, e quase sempre se limita ao espaço formalizado de uma sala de aula. Estes ambientes são considerados como convencionais de ensino, o que significa dizer que os espaços fora de sala de aula podem ser classificados, como espaços não-convencionais de ensino. A sala de aula, é um espaço físico dinamizado pela relação pedagógica, mas não é o único espaço da ação educativa. No entanto, esta realidade vem mudando nos últimos tempos, e os espaços informais tem entrado em cena.  Podemos dizer que a educação não-formal é qualquer processo educacional organizado ou não, com objetivos definidos que ocorre fora do sistema formal, mantendo uma flexibilidade com relação ao tempo, aos objetivos e conteúdos da aprendizagem. Como exemplo de espaços não formais, podemos citar museus, zoológico, parques, fábricas, alguns programas de televisão, a Internet, entre outros, além daqueles formais, tais como bibliotecas escolares e públicas, constituem fontes que podem promover uma ampliação do conhecimento dos educandos. As atividades pedagógicas desenvolvidas que se apoiam nestes espaços, poderão propiciar uma aprendizagem significativa contribuindo para um ganho cognitivo. Assim, a interatividade pode ser também entre sujeito e objetos concretos ou abstratos, com os quais ele lida em seu cotidiano, resultando dessa relação o conhecimento”. Sendo assim, a exposição Santos- Dumont Na Coleção Brasiliana Itaú é um exemplo de espaço não formal, promove a interação do educando com este laboratório vivo, onde se contextualiza a história a arte, a poesia dentre outras temáticas possíveis de serem trabalhadas neste âmbito. É importante ainda ressaltar que neste processo de ensino e aprendizagem existe uma troca de saberes, uma via de mãos dupla. Pois não se pode considerar o aluno como uma tabula rasa, este possui um conhecimento prévio, e a medida em que ocorre os questionamentos por parte do mediador e/ou professor, as falas evidenciam o prévio conhecimento que este traz consigo. E assim ocorre a fluidez, a interação com o mediador, e com os próprios colegas de sala, onde estes tornam-se autores da construção do saber.


Palavras-chave


Espaços não convencionais. Educação informal. Aprendizagem dinâmica.

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