Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VIII Mostra de Extensão

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CONDIÇÕES SOCIODEMOGRÁFICAS DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE PARTICIPANTES DE UM PROJETO DE INTERVEÇÃO EM SAÚDE
Katryn Back de Arruda, Nainne Mendes dos Santos, Andressa Menegaz

Última alteração: 27-09-17

Resumo


 

O Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), criado em 1991 pelo Ministério de Saúde (MS), tem como finalidade contribuir para uma melhor qualidade de vida da população, investindo na educação em saúde da comunidade. De acordo com o MS práticas educativas para prevenção de doenças transmitidas por alimentos (DTA’s) têm como propósito a adequação das ações às crenças e valores sobre a alimentação, controle e garantia da qualidade do alimento. Sendo assim o objetivo do estudo foi promover a educação popular em saúde na Atenção Básica com ênfase na produção segura de alimentos. As atividades do projeto tiveram início por meio da realização de verificação de condições sóciodemográficas dos agentes comunitários atuantes em duas unidades de saúde, localizadas na regional sul, do município de Cuiabá – MT. Foi aplicado um questionário abordando características como idade, sexo, número de pessoas residentes no domicílio, renda mensal individual, renda mensal familiar, referência sobre estudo atual e tempo de atuação na profissão. A partir dos resultados levantados deu-se início ao projeto de capacitação abrangendo a manipulação segura dos alimentos por meio do tema “As 5 chaves para a produção segura de alimentos” propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As capacitações foram desenvolvidas com os agentes comunitários de saúde presentes nas Unidades de Saúde da Família (USF), com duração de 1h30 em média e foram ministradas pelas acadêmicas participantes do projeto de extensão “Educação Popular em Saúde na Atenção Básica: boas práticas para a produção segura de alimentos”, após um período inicial de estudo e realização de seminários acerca dos temas do curso, seguido por treinamento das discentes pela equipe de docentes, a fim de habilitá-las para o desenvolvimento da atividade. Foram realizadas, também, visitas domiciliares pelas acadêmicas acompanhadas pelos agentes comunitários. Os resultados demonstraram que a média de idade entre os agentes era de 41,6 anos; sendo 93,9% do sexo feminino. Constatou-se que 57,57% dos agentes comunitários moravam sozinhos; 51,5% recebiam individualmente até 2 salários mínimos e quanto a renda familiar 45,45% recebiam até 1 salário mínimo; 75,5% não estudavam no momento da entrevista. Quanto ao tempo de atuação na unidade 30,30% relataram atuar há 9 anos e 30,30% há 2 anos. O estudo destaca a importância e necessidade de conhecer o público alvo antes de qualquer intervenção em saúde, visando uma melhor abordagem das práticas realizadas com os mesmos.


Palavras-chave


Agentes Comunitários de Saúde, Doenças Transmitidas por Alimentos, Capacitação, Prevenção.

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