Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, VII Semana Acadêmica da Faculdade de Educação Física e X Seminário de Socialização de Práticas de Estágio

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ANÁLISE DA FADIGA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS PRÉ-CIRÚRGICOS: ESTUDO TRANSVERSAL
Felipe Boa Sorte, Fabrício Voltarelli

Última alteração: 13-08-19

Resumo


 

 

O metabolismo de pacientes com câncer sofre modificações drásticas devido ao estresse criado pela própria doença, como também pelos efeitos colaterais produzidos pelos tratamentos tradicionais administrados (cirurgia, quimioterapia ou radiação). O fenômeno pode ser agravado pela inatividade física durante a internação hospitalar. De todos os sintomas, a fadiga é, sem dúvida, o mais comumente experimentado, uma vez que pode ser a primeira manifestação de um processo de doença subjacente. A esperança é que uma boa mensuração, bem como uma melhor compreensão do curso e correlatos da fadiga oncológica, resultem em recomendações para intervenções futuras. Informação preparatória sobre o que esperar em termos de fadiga poderia melhorar a capacidade dos pacientes para lidar com esse sintoma. Compreender a complexidade da fadiga oncológica, usar essa compreensão para identificar indivíduos vulneráveis bem como desenvolver intervenções individualizadas e direcionadas é fundamental para reduzir a carga desse sintoma e melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes, incluindo os sobreviventes. Diante disso, o objetivo desse estudo foi analisar o nível de fadiga de 79 pacientes oncológicos pré-cirúrgicos, advindos do HCan-MT, Cuiabá, Brasil, acometidos por diferentes tipos de câncer. Para esse estudo, foi utilizado o questionário de qualidade de vida e fadiga FACT- G (versão 4) e o FACT-F (versão 4). Para a análise da condição cardiorrespiratória, foi utilizado o teste de TM2’. Os escores dos domínios do questionário FACT-G entre os sexos apresentaram uma correlação fraca (GP p= 0,227/ GS p= 0,228/ GE p= 0,087/ GF p= 0,291). Os questionários FACT-F e o FACT-G também não foram significativos quando comparadas entre os sexos (p= 0,724) e (p= 0,377), respectivamente. Porém, quando se analisou os diferentes grupos (Grupo 1= abaixo de 140 elevações e Grupo 2= acima de 140 elevações), houve diferença significativa (p< 0.001) em relação ao questionário FACT-F. Tomados em conjunto, os resultados do presente estudo mostram que existe relação significativa entre o número de elevações do joelho no teste de marcha estacionaria com os sintomas de fadiga.

Palavras-chave: Câncer. Pré-cirúrgicos. Fadiga.

The metabolism of cancer patients undergoes drastic changes due to the stress created by the disease itself, as well as by the side effects produced by traditional treatments (surgery, chemotherapy or radiation). The phenomenon may be aggravated by physical inactivity during hospitalization. Of all the symptoms, fatigue is undoubtedly the most commonly experienced since it may be the first manifestation of an underlying disease process. The hope is that good measurement as well as a better understanding of the course and correlates of oncologic fatigue will result in recommendations for future interventions. Preparatory information on what to expect in terms of fatigue could improve the ability of patients to deal with this symptom. Understanding the complexity of oncologic fatigue, using this understanding to identify vulnerable individuals as well as developing individualized and targeted interventions is critical to reducing the burden of this symptom and improving quality of life and well-being in cancer patients and survivors. Therefore, the objective of this study was to analyse the fatigue level of 79 pre-surgical oncological patients, coming from HC-MT, affected by different types of cancer Cuiabá, Brazil. For this study, the Fact-G quality of life and fatigue questionnaire (version 4) and the Fact-F version (version 4) were used. For the analysis of the cardiorespiratory condition, the TM2 'test was used. The FACT-G questionnaire scores between the sexes presented a weak correlation (GP p = 0.227 / GS p = 0.228 / GE p = 0.087 / GF p = 0.291). The Fact-F and Fact-G questionnaires were also not significant when compared between the sexes (p = 0.724) and (p = 0.377) respectively. However, when the different groups were analyzed (Group 1 = below 140 elevations and Group 2 = over 140 elevations) there was a significant difference (p <0.001) in relation to the Fact-F questionnaire. Therefore, there is a significant relationship between the number of elevations in the standing gait test and the fatigue symptoms.

Keywords: Cancer. Pre-surgical. Fatigue.